Notícias
Quando o CDB vale a pena
13 de outubro de 2013O Banco Central elevou na semana passada a taxa básica de juros (Selic) para 9,5% ao ano. A mudança melhora a remuneração das aplicações em renda fixa, principalmente a poupança, que volta a pagar a remuneração fixa de 0,50% ao mês mais TR. Mas o aumento dos juros também deixa mais atrativas outras opções, como os CDBs pós-fixados. Dependendo do tamanho da aplicação e do seu tempo, pode pagar até 110% do CDI, uma taxa que costuma ficar próxima da Selic. Este novo cenário estimula o produto nos bancos de médio porte.
Via de regra, as instituições menores pagam juros maiores em relação aos seus concorrentes grandes. Isso tem a ver com o risco da operação. A chance de não ter o título honrado por conta de crise de captação (quebra) é bem maior entre os bancos pequenos e os rombos dos bancos Panamericano e Cruzeiro do Sul, nos últimos anos, não nos deixa esquecer disso.
Para quem cresce no segmento, como é o caso da instituição pernambucana Banco Gerador, as recentes mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é o grande trunfo para acalmar os clientes mais medrosos. "O FGC hoje garante ao aplicador até R$ 250 mil em caso de quebra. Isso foi muito importante, tanto que já conseguimos captar no Recife cem novos clientes que trouxeram aplicações de R$ 8 milhões de reais. Os bancos de menor porte remuneram esse investimento até 10% a mais que os bancos grandes, dando a mesma garantia e risco, por conta do FGC", argumenta o presidente do Banco Gerador, Paulo Dalla Nora. O executivo destaca que, para se chegar à taxa acima da Selic, tudo depende do volume e do prazo de investimento. Num banco grande, essa remuneração não chega a 90% do CDI.
Apesar de o investimento em CDB pagar Imposto de Renda e ter uma rentabilidade menor que outras aplicações em renda fixa, principalmente títulos públicos do Tesouro Direto, a liquidez é uma das principais vantagens do produto. Para o gerente de renda fixa da Finacap DTVM, Leandro de Lima, o CDB é bom para quem tem menos tempo. "Se a pessoa tiver mais de dois anos de prazo para investir, o melhor é o Tesouro Direto a exemplo da LFT", diz. A Letra Financeira do Tesouro é corrigida diariamente pela Selic e depois de dois anos a incidência do IR cai para 15% do valor investido. "A pessoa abre mão da liquidez mas tem remuneração melhor", comenta Lima. "No caso do CDB, quando você tem um investimento menor que R$ 250 mil o risco é zero, por conta do FGC. Se for maior que isso, a pessoa pode trabalhar com mais bancos e terá a mesma proteção até esse limite", lembra o gerente, destacando que apesar de o limite mínimo do CDB ser pequeno, as melhores taxas são alcançadas a partir de R$ 50 mil em aplicação.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]