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Para a Petrobras, gasolina deve subir 6%

11 de outubro de 2013
BRASÍLIA – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem não ter informação sobre quando haverá um aumento da gasolina no País, mas defendeu que 6% seria um reajuste "justo". Após o aumento de 7% aplicado em janeiro, Lobão disse que poderia haver outro até o fim deste ano.

"Tem de perguntar à presidente da Petrobras e ao presidente do conselho (o ministro da Fazenda, Guido Mantega), a decisão é deles", disse Lobão hoje, em cerimônia de lançamento do primeiro estudo de Zoneamento Nacional de Recursos de Petróleo e Gás, na sede do ministério.

 
Na quarta-feira, o ministro respondeu a uma pergunta de que um eventual aumento de 6% referiria-se à diferença entre o aumento de 13% reivindicado pela Petrobras no ano e os 7% já concedidos em janeiro. Questionado hoje sobre se um aumento de 6% seria justo, ele confirmou. "Justo é, se deve ser feito agora, não sabemos."
 
PRÉ-SAL
Diferentemente da previsão feita antes pelo ministério, que limitava a três consórcios a concorrência pelo leilão de Libra, Lobão previu ontem que até quatro consórcios deverão competir.
 
"Os depósitos de garantias nos permitem prever algo entre dois e quatro consórcios. A possibilidade de um processo competitivo nos leva a esperar que esse leilão será um grande sucesso." No total, 11 empresas se habilitaram para participar do leilão e nove depositaram garantias para a operação. A empresa vencedora será a que oferecer o maior percentual do petróleo excedente à União.
 
O zoneamento de hidrocarbonetos consolida dados geográficos e de infraestrutura do País para indicar as regiões onde seria mais importante o desenvolvimento econômico do setor de petróleo e gás no País.
 
O estudo foi desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em parceria com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o próprio ministério de Minas e Energia. "Esse trabalho serve para que governo e sociedade possam fazer um planejamento de longo prazo", disse Marco Antônio Almeida, secretário de Petróleo e Gás do ministério. 

Fonte: Jornal do Commercio

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