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Quinto dia útil do mês, caos à vista sem bancos
4 de outubro de 2013Pagamentos atrasados, desabastecimento dos caixas eletrônicos, filas quilométricas nas casas lotéricas, atraso de contas, dinheiro preso e diminuição do volume de compras no comércio local. Estes problemas, que já estão sendo enfrentados pelos pernambucanos por causa da greve dos bancários, podem piorar a partir da próxima terça-feira. Isto porque grande parte da população ativa do estado recebe seu salário nesta data. Com a continuidade da greve, 518 das 602 agências de Pernambuco estarão fechadas.
“Nestes 15 dias sem bancos perdi 50% do meu faturamento, pois as pessoas não querem gastar por medo de ficar sem dinheiro. Além disso, também não consigo sacar. Já fui em quatro agências e todas estavam sem dinheiro nos caixas eletrônicos”, disse Antônio Lima, comerciante de artigos evangélicos e cliente do Banco do Brasil, que ontem esteve na agência do BB na Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio. A poucos metros dali, o aposentado Ivo Valeriano enfrentava problemas para transferir dinheiro nos caixas eletrônicos. “Não deixaram nenhum funcionário para ajudar nas transações, fiquei perdido. Tentei sete vezes até conseguir. Queria pedir ajuda, mas fiquei com medo de ser roubado”, declarou o cliente da Caixa Econômica.
Para evitar maiores transtornos, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas enviou ontem um ofício à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) pedindo um acordo imediato entre bancários e empresários. A medida busca evitar a continuação da greve até a próxima terça-feira, quinto dia útil do mês. “É neste exato momento, em que milhões de consumidores recorrem aos bancos para sacar dinheiro, pagar boletos e compensar cheques. É um dos maiores momentos para o consumo interno. Se a greve se prolongar, o comércio pode sofrer perdas irreparáveis no período”, esclareceu Eduardo Catão, presidente da Confederação dos Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife.
Até o pagamento de contas tem sido prejudicado. Segundo Telma Cristiane da Silva, presidente do Sindicato dos Lotéricos de Pernambuco (Selepe), com a greve, muita gente tem ido às loteriass, mas nem todos os procedimentos são autorizados. “As filas ficam enormes e muitas vezes a transição não é finalizada porque só aceitamos o pagamento de cobranças cujo valor máximo seja de R$ 700”, explica. Para valores acima deste patamar, a opção é a internet ou esperar, pois, de acordo com o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, a paralisação continuará pelos próximos dias. “Não temos nenhuma negociação marcada e, mesmo que aconteça alguma amanhã (hoje) ou na próxima segunda-feira, ainda leva algum tempo para marcamos assembleias para votação das propostas”, finalizou Jaqueline Mello, presidente do sindicato.
Fonte: Diario de Pernambuco
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