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Desemprego aumenta no Grande Recife
26 de setembro de 2013Em agosto, a taxa de desemprego aumentou 0,8 ponto percentual na Região Metropolitana do Recife: 13,4% da população estava sem emprego no mês de julho e, no mês seguinte, o número foi para 14,2%. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pelo Dieese. Apesar de ser o segundo mês consecutivo de crescimento do desemprego, a avaliação do Dieese é que o índice chega a mostrar situação favorável do Estado por expor uma perspectiva positiva em relação à economia por parte dos que estão à procura de emprego.
Em âmbito nacional, a taxa de desemprego registrou leve queda de 0,3%, puxado pelas regiões metropolitanas de Salvador e São Paulo.
Na RMR, o crescimento do desemprego em agosto se deu por dois fatores: o primeiro é a relativa estabilidade da taxa de ocupação (0,2% ante julho) e pelo aumento na população economicamente ativa (PEA). "Entraram 22 mil pessoas no mercado", aponta Milena Prado, técnica do Dieese.
O aumento da PEA ativa no Nordeste em agosto só se vê em Salvador (mais 28 mil pessoas no mercado), onde também houve uma geração de vagas capaz de absorver essas pessoas (32 mil). No Ceará, mais gente saiu da busca por emprego (queda de 4 mil pessoas) e houve, paralelamente, aumento na geração de vagas (mais 9 mil postos). Na RMR, houve aumento na PEA e relativa estabilidade na taxa de ocupação. "Estamos bem", avalia Milena.
Esse crescimento indica confiança na economia local. Na opinião da especialista, a entrada desse contingente na PEA indica que as pessoas consideram a RMR um local favorável à busca de emprego – enxergam uma economia dinâmica em Pernambuco. O principal exemplo é a taxa de participação, que aumentou de 55,8% para 56,4% em agosto. Ela mensura a quantidade de pessoas ocupadas ou desempregadas incorporadas ao mercado.
"Essa taxa reflete o quanto o cidadão está disposto a buscar emprego na RMR. Ela aumentou. Isso significa que quem procura uma ocupação enxerga com bons olhos a economia local", pondera Milena Prado, complementando que, historicamente, esse índice fica próximo a 55%. Em outras capitais, ele orbita em torno dos 60%.
O principal gerador de vagas em agosto foi o setor de serviços, com 8 mil vagas a mais que julho. A indústria de transformação gerou mais 2 mil postos. Construção civil e comércio registraram queda de 1 mil vagas cada um. A construção civil, motor da geração de emprego há dois anos, já não gera mais empregos como antes porque grandes obras (como a Refinaria Abreu e Lima) estão desmobilizando mão de obra. Juntos, outros setores de menor importância tiveram queda de 4 mil postos.
Fonte: Jornal do Commercio
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