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Bancários em greve. Saiba o que fazer

19 de setembro de 2013
É bom se preparar. Hoje, bancários de todo o país entram em greve por tempo indeterminado. A expectativa da presidente do sindicato da categoria em Pernambuco, Jaqueline Mello, é que a adesão seja geral no estado, que conta com 12 mil trabalhadores e cerca de 500 agências. Os bancários querem um reajuste de 11,93% (inflação mais 5% de ganho real). A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu 6,1%. Para quem precisa resolver alguma pendência nos bancos, a recomendação é procurar canais alternativos.
 
A paralisação não pode legalmente ser usada como justificativa para atrasos de pagamentos. “Hoje em dia, a greve praticamente não afeta o cotidiano das pessoas. Há uma série de meios para fazer e receber pagamentos”, diz a coordenadora de fiscalização do Procon-PE, Solange Ramalho. “O problema é que muitos ainda acham que a forma mais segura de realizar transações financeiras é na boca do caixa. Um mito.” O consumidor pode se valer dos serviços de caixa eletrônico, internet banking e atendimento telefônico.
 
Outra opção é procurar lotéricas, caixas de supermercados credenciados ou pagar os débitos na sede da empresa credora. Qualquer dúvida que o cliente tenha pode ser tirada no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) dos bancos, que devem permanecer funcionando 24 horas por dia. Vale lembrar que não são só as obrigações que permanecem durante o período de paralisação. Os direitos também. O consumidor continuará sacando e realizando transferências normalmente.
 
A cartilha elaborada pela Proteste-Associação de Consumidores destaca que “o serviço de compensação bancária é considerado atividade essencial pela legislação brasileira e não pode sofrer qualquer paralisação. Portanto, cheques e DOCs  terão sua compensação nos prazos normais estipulados pelo Banco Central”. O consumidor que se sentir lesado deve procurar resolver o problema administrativamente no banco (por meio do SAC) ou nas empresas credoras. Se não funcionar, resta procurar o Procon. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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