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Greve nos Correios continua no estado

17 de setembro de 2013
Os funcionários dos Correios de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte seguem em greve por tempo indeterminado. A opção pela continuidade da paralisação no estado foi decidida em assembleia na tarde de ontem. Os sindicatos de São Paulo e do Rio de Janeiro aceitaram ontem a proposta da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), que ofereceu 8% de aumento para que a categoria terminasse a greve imediatamente.
 
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect-PE), a paralisação tem a adesão de 60% dos funcionários da Região Metropolitana do Recife (RMR) e 70% dos trabalhadores do interior do estado. Municípios como Caruaru, Pesqueira, Arcoverde, Salgueiro e Petrolina estão com até 75% dos trabalhadores paralisados.
 
Segundo Marcos Alberto Santos, diretor do Sintect-PE, a categoria espera um aumento de pelo menos 10% nos salários e a garantia da permanência dos funcionários no plano Correios Saúde. “Neste plano, que não é ligado à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a gente paga de 10% a 20% do que usa. Por exemplo, se vamos fazer um exame de R$ 200, a gente paga R$ 20. Mas agora os Correios querem que a gente migre para o Postal Saúde, que segue as regras da ANS. Isso significa um custo mensal com plano e com a migração ainda iremos perder o direito de incluir pai e mãe como dependentes”, reclama. 
 
Já o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Barros Levenhagen, negou ontem o pedido de liminar feito pelos Correios para que fosse suspensa a greve dos funcionários ou que eles fossem obrigados a manter pelo menos 80% do contingente mínimo em atividade em cada uma das unidades. Sem a decisão liminar, Levenhagen marcou para hoje a audiência de conciliação e instrução, às 14h, no TST. Caso não se chegue a um acordo, o processo será levado a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do tribunal e a greve continuará.
 
Após a audiência de hoje no TST, trabalhadores de mais estados podem aderir à greve, entre eles Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Alagoas, Piauí, Sergipe e Brasília. Em nota, os Correios informaram que no primeiro dia de greve, 78% das cargas (22,8 milhões de cartas e encomendas) foram entregues. Os 22% restantes representam “possibilidade de atraso ou encaminhamento mais lento”, mas, em geral, “não resultam em atrasos significativos”.
 
A Associação Brasileira dos Consumidores (Proteste) indica que as pessoas com contas a receber através dos Correios se adiantem e peçam a segunda via pela internet ou telefone. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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