Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Natal mais magro este ano

27 de agosto de 2013
Apesar de apresentar um desempenho acima da média nacional, o comércio do Recife e também do Estado, deverá seguir a tendência brasileira e vai ser mais magrinho em relação ao ano passado neste fim de ano. A previsão é da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com a entidade, o crescimento do comércio deverá ficar na casa dos 4,5%, ante 8,1% no mesmo período de 2012 (descontando os efeitos da inflação). A desaceleração também atinge as projeções de vagas de trabalhos temporários. O mercado espera alta de 1,8% nas contratações, com 122,9 mil novos trabalhadores. No ano passado, as contratações temporárias aumentaram 3,1%.

Fábio Bentes, economista responsável pela pesquisa, salienta que em termos de comércio, a situação nos sete primeiros meses deste ano está um pouco melhor. "No primeiro semestre, o Brasil cresceu 3% e Pernambuco, 4,1%. O Estado já obteve resultados melhores, mas ainda consegue caminhar acima da média nacional", opina. Com relação ao emprego, ele diz que a questão começa a preocupar um pouco mais. "Se olharmos o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), Pernambuco é o terceiro Estado em termos de queda de emprego", diz, ponderando: "Mas a renda está evoluindo razoavelmente bem. Em sete meses, houve um ganho de 6%, enquanto no Brasil essa média é de 2,9%. O que segura o comércio é a renda e acredito que isso tem a ver com o peso do salário mínimo, que vem tendo um bom reajuste e tem um peso maior na economia do interior do Estado."

 
Com relação ao Recife, esse indicador tem um impacto menor. Por isso, a variação do rendimento na capital mostra estabilização. "Se a gente fizer a comparação do desempenho, entre os números do Brasil e Pernambuco até agora, é possível esperar um crescimento um pouco melhor do comércio na capital, mas do lado do emprego não podemos esperar muita coisa", argumenta.
 
Nas ruas, a expectativa dos comerciantes bate com a do economista. De forma geral, os lojistas estão sofrendo com as poucas vendas, tentando melhorá-las com promoções. Assim, mantêm a esperança no bom movimento de fim de ano, anabolizado pelo 13º e o apelo de consumo da data natalina. "A expectativa para o Natal é sempre boa. Esperamos um crescimento menor do que o registrado no ano passado, mas vamos contratar mais gente a partir de setembro. A gente tem de preparar a equipe e não podemos desanimar com o atual quadro de baixas vendas. Temos de esperar o melhor", afirma a superintendente da loja de confecções Farrapo Modas, Eliane Santana, instalada na Rua da Imperatriz.
 
No setor de eletrodomésticos, um aspecto que vem prejudicando o movimento das lojas é o fim da redução do IPI dos produtos de bens duráveis. "O Natal de 2012 teve um crescimento artificializado pelas alíquotas reduzidas do IPI. Agora, além da retirada dos estímulos, o setor foi atrapalhado pela inflação alta no primeiro semestre, por uma acomodação no mercado de trabalho e pelo encarecimento do crédito, em função da alta de juros", justificou o economista da CNC.
 
Nas lojas, essa nova realidade foi cruel. O gerente do setor de móveis da Ponto de Promoção da Rua da Palma, Victor Ferreira, calcula redução de até 30% nas vendas desses produtos, mas espera um crescimento de 15% para este fim de ano. "Em 2012, o crescimento do Natal foi de 40%", diz. 

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias