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Taxa Selic deve subir amanhã

27 de agosto de 2013
SÃO PAULO – Economistas de instituições financeiras cravaram a perspectiva de que a Selic terá alta de 0,5 ponto percentual esta semana, para 9% ao ano, mas passaram a projetar maior aperto monetário, além de inflação e dólar mais altos em 2013. Além dessa alta, a expectativa é de novo aumento na Selic na mesma proporção em outubro, encerrando o ano a 9,5%, ante 9,25% na pesquisa anterior. Depois disso, a projeção é de que a Selic permaneça nesse patamar até o final de 2014.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne hoje e amanhã para definir o novo patamar da Selic, atualmente em 8,5% ao ano. A maioria das apostas no mercado de juros futuros é de nova alta de 0,5 ponto percentual. Pesquisa da Reuters também apontou expectativa de alta para 9% nesta semana, encerrando o ano a 9,5%. Pela análise do boletim Focus, uma nova elevação de meio ponto percentual deverá ser observada na reunião de outubro.

 
No Focus, os economistas elevaram pela terceira semana seguida a expectativa para o dólar no final deste ano, para R$ 2,32, ante R$ 2,30 anteriormente.
 
INFLAÇÃO E PIB
Apesar de terem elevado a projeção para a taxa básica de juros, os economistas no Focus veem inflação mais alta neste ano, ao elevarem a expectativa para o IPCA a 5,8%, ante 5,74% na semana anterior. Para 2014, a perspectiva subiu a 5,84%, ante 5,8%.
 
Enquanto isso, a projeção para a inflação em 12 meses foi elevada pela oitava vez consecutiva, a 6,08%, ante 5,97%. A menor queda dos preços de alimentos e de transportes favoreceu a aceleração da alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) em agosto para 0,16%, com maior difusão.
 
Ainda assim a inflação em 12 meses se afastou ainda mais do teto da meta do governo para 6,15%. Por sua vez, a perspectiva para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano foi ajustada no Focus a 2,2%, ante 2,21%. Para 2014 houve redução a 2,4%, ante 2,5% anteriormente.
 
A dívida líquida do setor público também vai aumentar. Já a perspectiva para a balança comercial, que seria a principal beneficiária da elevação, voltou a definhar. 

Fonte: Jornal do Commercio

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