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Geração de emprego recua 70,9% em julho

22 de agosto de 2013
BRASÍLIA – O mercado formal de trabalho registrou em julho a geração líquida (admissões menos demissões) de 41.463 empregos, o que representa recuo de 70,9%, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram geradas 142.496 vagas. É o pior resultado para o mês nos últimos dez anos. Entre janeiro e julho, foram criados 907.214 postos de trabalho, considerando dados ajustados (declarações fora do prazo), queda de 33,5% frente ao saldo obtido no mesmo período de 2012 (1,364 milhão de vagas).

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho, mostraram que, em julho, houve desaceleração acentuada do emprego em todos os setores da economia. Além disso, o conjunto das regiões metropolitanas registrou saldo negativo, com eliminação de 11.058 postos. O pior resultado foi registrado no Recife: menos 5,2 mil vagas.

 
No mês passado, o emprego com carteira assinada foi puxado pela agricultura, que respondeu por 18.133 postos de trabalho (safra de laranja, uva e soja). Ainda assim, o saldo ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2012, que foi 23.951. Na indústria de transformação, o nível do emprego recuou 71%, com a criação de 7.154 vagas, contra 24.718 em julho de 2012. As demissões superaram as contratações nos subsetores industriais de borracha e fumo, material elétrico e de comunicação, madeira, móveis e têxtil.
 
No comércio, o resultado das contratações caiu 93,3%, de 22.847 vagas para 1.545 e a construção civil, um setor intensivo em mão de obra, gerou apenas 4.899 postos frente os 25.433 em julho de 2012 (queda de 80,7%). Até o segmento de serviços, que ainda vinha contratando com algum vigor, abriu somente 11.234 vagas, queda de 71,2% na comparação com o mesmo mês de 2012.
 
Ao divulgar os dados, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, não quis falar da estimativa de geração de empregos para o ano, fixada anteriormente em 1,4 milhão. Disse simplesmente que não tinha projeção. Ele destacou que, apesar do recuo nas contratações, o saldo do Caged como um todo ainda é positivo. Ao ser indagado se a situação é preocupante, respondeu: "Preocupante sempre é na medida em que você quer cada vez mais crescer. Representa o momento da economia que estamos vivendo. Mas, a nossa expectativa é que vai haver crescimento (do emprego) em agosto", disse ele, citando as contratações para o Natal.
 
Em termos absolutos, o Norte respondeu por 7.765 contratações, Nordeste, 10.005 e Centro-Oeste, 6.775. O Sudeste teve saldo de 17.418 empregos. No Sul, foram fechadas 500 vagas. 

Fonte: Jornal do Commercio

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