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Arrecadação estagnada de janeiro a julho

20 de agosto de 2013
BRASÍLIA – O ritmo de crescimento da arrecadação de impostos e contribuições federais ficou praticamente estagnado de janeiro a julho, reforçando sinais de uma expansão mais lenta da economia brasileira neste ano. O pagamento de tributos no acumulado do ano registrou uma alta real, quando se usam valores corrigidos pela inflação, de apenas 0,55%, totalizando R$ 638,3 bilhões.

Não fosse uma receita atípica de R$ 4 bilhões em maio, a arrecadação das receitas administradas, que excluem impostos e contribuições cobrados por outros órgãos, estaria ainda mais próxima de zero, com crescimento de 0,33%. Sem receita extraordinária, a arrecadação no ano teria crescido R$ 2 bilhões Além do desempenho mais fraco do Produto Interno Bruto (PIB), pesou no resultado a renúncia fiscal no período de R$ 43,7 bilhões em função dos cortes de impostos setoriais promovidos pelo governo. Em julho, a arrecadação apresentou uma alta de 0,89% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 10% em comparação a junho deste ano.

 
Apesar do crescimento tímido até agora, a Receita continua otimista e prevê uma aceleração da arrecadação até dezembro, fechando o ano com alta em torno de 3% acima da inflação. Até o mês passado, o Fisco trabalhava com um intervalo mais elástico, de crescimento entre 3,5% e 3%. Para o coordenador de previsão e análise do Fisco, Eloi de Carvalho, embora o crescimento acumulado de janeiro a julho seja pequeno, os porcentuais de alta devem ser maiores no segundo semestre. Isso porque, segundo ele, a base de comparação é bem elevada de janeiro a abril, mas passou a ser menor a partir de junho.
 
A Receita trabalha com 17 indicadores econômicos como Produto Interno Bruto (PIB), inflação, câmbio, juros, massa salarial e produção industrial para fazer as suas estimativas. 

Fonte: Jornal do Commercio

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