Notícias
Entenda por que o dólar está subindo
20 de agosto de 2013Cada início de dia tem sido dramático para o Banco Central. Mesmo com toda artilharia para conter a alta do dólar, desde o começo do ano, a moeda americana ficou 17% mais cara. Ontem, um intenso bombardeio promovido pelo batalhão comandado por Alexandre Tombini não evitou que a cotação fechasse em seu patamar mais elevado desde março de 2009. Para comprar US$ 1, os brasileiros acordaram hoje precisando desembolsar R$ 2,41. Apesar dos esforços, as mudanças na economia mundial, com destaque para os indicadores de recuperação mais concretos dos EUA desde a crise de 2008, explicam o porquê do dólar estar tão alto. E a dificuldade em frear os aumentos. Além disso, é preciso considerar a perda de credibilidade do Brasil perante investidores, um cenário bem diferente de cinco anos atrás, quando éramos o grande destaque entre os emergentes.
Quando o mundo financeiro balançou em 2008 e a casa caiu nos EUA, o governo americano precisou traçar uma série de estratégias para reanimar sua economia. O Federal Reserve (Fed, o Banco central americano) foi escalado para comandar o tratamento. O procedimento mais importante e incomum foi a recompra de títulos do Tesouro a partir de 2009. Tradicionalmente, um país emite títulos públicos para captar recursos. No caso do governo americano, o objetivo foi garantir a aquisição dos papéis, pouco confiáveis no pós-crise. Era o governo intervindo no mercado para demonstrar sua confiança na solidez da maior economia do planeta.
Além de manter baixas as taxas de juros dos títulos, essa recompra permitia aos EUA aplicar os recursos em mercados com melhores retornos. Um deles vinha sendo o Brasil. Portanto, mais dólares entraram no País, além daqueles oriundos de investimentos diretos de empresas estrangeiras. Mas eis que, neste começo de 2013, os EUA começaram a dar sinais claros de reerguimento. A taxa de desemprego caiu para 7,4%, menor nível nos últimos quatro anos. As vendas no varejo aumentaram 0,5%. Por fim, as projeções são de que o segundo trimestre registra alta de 1,7% no PIB.
Esses indicadores fez Ben Bernanke, presidente do Fed, afirmar que os estímulos concedidos à economia do seu país poderiam ser encerrados antes do previsto. A simples sinalização das mudanças fez com que os mercados voltassem a buscar os EUA com fervor nas últimas semanas. No Brasil houve intensa fuga de dólares. E, com a menor oferta, pipocou a cotação.
O professor de Economia da UFPE e presidente da consultoria Datamétrica, Alexandre Rands, aponta ainda fatores que contribuem para a desvalorização do real. "Os investidores estão demonstrando menos interesse no mercado de capitais brasileiro pelas sucessivas frustrações na taxa de crescimento do País."
O cenário é ainda pior. As chamadas transferências correntes (mercadorias e serviços) estão deficitárias – fecharam o primeiro semestre com um buraco de US$ 3,953 bilhões. Tanto há rombo na balança comercial (US$ 4,98 bilhões de janeiro a julho, o pior resultado para o período desde 1959), quanto há uma menor entrada de investimentos diretos por empresas e recursos no mercado financeiro, para uma saída elevada de dólares para pagamentos de dívidas ou remessas de lucros. As viagens de férias dos brasileiros para o exterior também contribuem negativamente para o câmbio. Os gastos fora do País cravaram R$ 12 bilhões este ano.
Nesta conjuntura tão negativa, há ao menos um elemento positivo. O Brasil dispõe de quase US$ 400 bilhões em reservas cambiais. Trata-se de um valor recorde. O recurso, ainda não utilizado, é o principal trunfo que temos para evitar uma desvalorização ainda maior do real.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]