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Sinal fechado para pedestre
8 de agosto de 2013Hoje é o Dia Mundial do Pedestre, mas a data corre o risco de passar despercebida no Recife. Arriscando-se todos os dias entre calçadas esburacadas, faixas apagadas e passarelas às escuras, os pedestres da cidade não têm o que comemorar. Para piorar, muitos motoristas não respeitam a sinalização existente. Por isso, é preciso andar entre os carros para atravessar ruas movimentadas. A confusão só piora o já caótico trânsito da capital pernambucana e ainda aumenta a incidência de atropelamentos. Só no ano passado, 365 pedestres foram vítimas de acidentes no Recife. Desses, 16 morreram.
Os números de todo o Estado são alarmantes. Só entre janeiro e maio deste ano, 1.427 pedestres se envolveram em acidentes em Pernambuco. Em 2012, foram 3.902 casos e 326 mortes, segundo a Secretaria de Saúde. A dona de casa Ilda Maria da Silva, 64 anos, anda a pé todos os dias e agradece nunca ter se acidentado. "Os motoristas não respeitam a faixa e avançam quando ainda estamos atravessando a rua. Sem cuidado, podemos nos machucar a qualquer momento", afirmou. Para piorar, a sinalização de muitas faixas está com a pintura apagada. Por isso, os motoristas ficam sem saber onde parar e os pedestres sem ter onde atravessar com segurança.
A situação também não é tranquila nas passarelas. Ao cruzar esses elevados, não são os carros que preocupam, mas o risco de assaltos. Na estrutura que liga o Coque à Joana Bezerra, na Zona Sul, não há mais iluminação. As lâmpadas foram roubadas, os fios estão desemcapados e parte do piso está enferrujada. Os moradores da região reclamam que não há policiamento à noite, por isso é comum a ação de assaltantes.
Os perigos enfrentados não param por aí. Nem nas calçadas, eles estão livres de riscos. Buracos e desníveis estão no caminho dos pedestres. Em alguns locais, o passeio público é tão estreito que é preciso andar pelo canto da rua, ao lado dos carros. Várias calçadas viraram depósito de lixo ou ponto para o comércio ambulante. E, para fugir do engarrafamento, muitos motoqueiros e ciclistas insistem em trafegar pelas calçadas, o que faz com que, o espaço destinado aos pedestres, que já é precário, fique ainda pior.
Fonte: Jornal do Commercio
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