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Economia não é o pior
1 de agosto de 2013Nem a ameaça da volta do dragão da inflação nem as previsões de “pibinho” para este ano tiram o otimismo do brasileiro. A pesquisa global da Nielsen que mede o índice de confiança do consumidor dos países da América Latina revela que a economia fica no quinto lugar na lista de preocupações dos brasileiros e aparece na terceira posição para os latino-americanos. Mesmo confiante, a incerteza já bate a porta. Entre o primeiro e o segundo trimestre do ano, passou de 37% para 41% a fatia que acha que o país está em recessão.
A pesquisa, que indica grau de otimismo (acima de 100) ou pessimismo (abaixo de 100), mede o sentimento do consumidor e a confiança no futuro da economia. Segundo Claudio Czarnobai, gerente de atendimento da Nielsen, em relação o primeiro trimestre do ano houve ligeira queda na confiança do brasileiro. “No primeiro trimestre as pessoas estão ainda com a euforia da virada do ano. Apostam nas projeções de crescimento econômico”. Segundo ele, o índice de confiança de 110 do Brasil é o maior entre os latinos.
De acordo com o executivo da Nielsen, após cinco revisões para baixo do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação descolando do teto da meta é natural que as pessoas sintam desconfiança. Nada que abale as perspectivas de emprego para os próximos 12 meses. A pesquisa indica que 58% dos brasileiros consideram boas as chances no mercado de trabalho. A média da América Latina é de 38%. “O brasileiro percebe que as taxas de desemprego continuam baixas e a renda está maior”, diz.
No quesito bolso, 61% dos brasileiros consideram boa a situação das finanças pessoais contra 51% da média da América Latina. “Mesmo com as incertezas, estamos com as maiores taxas em relação aos outros países latinos”, diz Claudio. Ele explica que a intenção de compra recuou para os próximos doze meses em quantidade, mas o valor do tíquete é maior. Roupas são principal item de consumo entre o primeiro e o segundo trimestre do ano.
O estudo comprova que a capacidade de endividamento dos brasileiros está chegando ao limite. Passou de 37% para 39% a proporção de pessoas que pretendem pagar dívidas após quitar as despesas essenciais. A saúde é a maior preocupação, seguida do equilíbrio no trabalho.
Fonte: Diario de Pernambuco
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