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MPPE promete ação contra Estado

1 de agosto de 2013
Apesar de ter o pedido de proibição do banho nos trechos com maior incidência de ataques de tubarão na Praia de Boa Viagem negado pelas autoridades locais na última quinta-feira, o promotor de Meio Ambiente, Ricardo Coelho, não desistiu. Se o Estado não tomar alguma nova medida para prevenir ataques na orla até o fim de setembro, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) promete mover uma ação civil pública.

Para colher mais informações, Coelho ouviu ontem o ex-presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Fábio Hazin. "Estamos ouvindo especialistas para sabermos o que pode e precisa ser feito. Entendemos que algo mais precisa ser realizado", defendeu o promotor.

 
Enquanto o inquérito iniciado após o ataque animal à estudante paulista Bruna Gobbi, 18 anos, na semana passada, estiver em curso, está descartada a proibição do banho de mar. O inquérito tem 60 dias, a partir de sua abertura, para ser concluído. Em setembro, o Ministério Público voltará a se posicionar judicialmente com relação ao caso. De acordo com Coelho, a interdição de trechos considerados críticos da praia se restringiria ao mar (banho), não à faixa de areia, e só será solicitada novamente se for consenso entre os especialistas no assunto.
 
Para Fábio Hazin, maioria dos ataques está vinculada a ocorrências de afogamentos e uma das formas mais eficientes de prevenir é evitar que as pessoas se afoguem no mar.
 
SINUELO
Após cinco dias no mar, o barco Sinuelo (que captura, monitora e leva espécies agressivas de tubarão para o alto-mar) retornou à costa pernambucana. Nesta expedição o barco capturou três animais, dois tigre (de 1,10 m e 1,50 m) e um lixa de 2,35 m. Os dois tubarões-tigre não resistiram aos ferimentos causados pelos anzóis e morreram antes de serem libertados, fato considerado normal pelo pesquisador Fábio Hazin. 

Fonte: Jornal do Commercio

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