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Petroleiros param a produção

26 de julho de 2013
RIO – A greve de 24 horas dos petroleiros da Bacia de Campos atingiu 40 de um total de 48 plataformas na região responsável por cerca de 80% da produção total de petróleo do País, informou, ontem, o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes. A paralisação da produção pode comprometer o abastecimento de combustíveis no País. Hoje, os petroleiros decidem se a greve se tornará por tempo indeterminado.

Segundo Moraes, em quatro plataformas a produção teve que ser parada, representando uma perda da ordem de 50 mil barris por dia de petróleo.

 
Nas demais, os trabalhadores entregaram as operações das unidades às equipes de contingência da companhia.
 
"O movimento está forte. Mas o objetivo não é parar a produção, e sim alertar para o protesto contra uma medida adotada pela Petrobras que prejudica os trabalhadores nas plataformas", explicou Moraes.
 
Os petroleiros de plataformas protestam porque a Petrobas conseguiu liminar para derrubar uma decisão da Justiça ganha pela categoria desde o início do ano relativo a um percentual adicional a ser pago sobre as horas extras.
 
A Petrobras ainda não se pronunciou sobre o movimento nem confirmou a eventual redução na produção.
 
Até a noite de ontem, a estatal mantinha as informações dadas na quarta-feira passada, de que a companhia tem como prática nesse tipo de movimento dos trabalhadores "tomar todas as medidas necessárias para garantir a normalidade das operações da companhia, de modo a não haver qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado, sendo mantidas as condições de segurança dos trabalhadores e das instalações da companhia."
 
Segundo o diretor da Federação Única dos Petroleiros, Francisco José de Oliveira, os trabalhadores embarcados recebiam como se estivessem em terra. "Esse cálculo por mais de 10 anos estava sendo feito errado", disse ele, explicando que a empresa deixou de pagar uma correção desta diferença.
 
Em greves similares, de duração curta, no passado, a Petrobras conseguiu manter a produção em suas plataformas.
 
Em maio, a Bacia de Campos produziu 82% da produção total do Brasil, de 1,99 milhão de barris de petróleo por dia e 37% da produção nacional de gás natural, de 74,9 milhões de metros cúbicos por dia. Cerca de 90% da produção brasileira é realizada pela Petrobras.
 
Segundo levantamento do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), a adesão está grande, em torno de 90%. "Queremos chamar a atenção da empresa, que cortou o pagamento de repouso semanal remunerado", afirmou o coordenador geral do sindicato, José Maria Rangel. 

Fonte: Jornal do Commercio

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