O prefeito Geraldo Julio assinou na tarde de ontem o Decreto de Estado de Alerta, que coloca o Recife sob atenção máxima até o fim do período de chuvas, previsto para setembro. A medida foi tomada atendendo a uma solicitação da Secretaria-Executiva de Defesa Civil (Sedec), que somente nos meses de maio, junho e julho registrou um acúmulo de 1.058 milímetros de chuva. A decisão coloca em estado de alerta máximo cerca de 1.400 funcionários de 11 secretarias e órgãos da PCR. "Fizemos a recomendação ao prefeito em vista das fortes precipitações dos últimos três meses e, principalmente, porque nos últimos dias as chuvas se intensificaram", informou o secretário-executivo de Defesa Civil, Adalberto Freitas.
Segundo a Defesa Civil do Recife, a previsão ainda é de muita chuva até o fim de julho e primeira quinzena de agosto. "Essa chuva persistente dos últimos dias nos preocupa muito, porque infiltra nas barreiras e pode provocar deslizamentos", explicou Adalberto Freitas.
O decreto estabelece maior mobilização da Secretaria-executiva de Controle Urbano, Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, agentes de saúde ambiental, Guarda Municipal e técnicos da Emlurb, Csurb, CTTU, URB, Iasc, além de integrantes da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. A iniciativa amplia o contingente de pessoal envolvido nas ações de Defesa e Proteção Civil. "Hoje, temos 371 pessoas trabalhando nas ações preventivas em áreas de risco, orientando a população e atuando na colocação de lonas, mas esse número pode aumentar caso seja detectada uma situação mais crítica", afirmou o secretário-executivo de Defesa Civil.
O Plano de Contingência da PCR inclui a intensificação de vistorias e monitoramento das áreas de risco na cidade. "Não estabelecemos locais específicos que receberão mais atenção. Todas as áreas consideradas de vulnerabilidade receberão reforço nas atividades", esclareceu. O secretário-executivo informou ainda que mais de 5 mil pontos da cidade já receberam lonas plásticas e 84 famílias foram removidas de áreas de risco este ano e passaram a receber auxílio-moradia ou foram encaminhadas para abrigos e casas de familiares.
Ações informativas em comunidades localizadas em áreas de risco da cidade foram intensificadas. Jardim Monte Verde, UR-10, Dois Unidos, Parque dos Milagres, UR-12/Três Carneiros, Córrego da Areia, Córrego do Joaquim, Córrego Manoel João, Comunidade Engenho Poeta receberam as atividades de orientação porta a porta.
Fonte: Jornal do Commercio