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Popularidade é atropelada pelas ruas
17 de julho de 2013A alta popularidade que presidente Dilma Rousseff tinha, há cerca de um ano, vem se diluindo nos últimos meses e sofreu uma acentuada queda de junho para julho, após as manifestações que tomaram as ruas do país. Esse cenário foi confirmado na pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes/Instituto MDA, divulgada ontem, que ouviu 2.002 pessoas, em 134 municípios, entre 7 e 10 de julho. O percentual de pessoas que avaliavam a gestão como boa ou ótima despencou de 54,2% em junho para 31,3%. Além disso, a avaliação negativa aumentou para 29,5%, muito maior do que os 9% registrados na pesquisa anterior. A aprovação pessoal da presidente também caiu, passando de 73,7% para 49,3%. Já desaprovação subiu de 20,4% para 47,3%.
“Esta proximidade (da percepção negativa e positiva) não é uma boa avaliação. O positivo está igual ao negativo”, afirmou o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), presidente da CNT, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Ele considera difícil a presidente recuperar a aprovação registrada no início de junho, mas acha que a avaliação positiva ainda pode subir um pouco, sem, no entanto, chegar aos patamares anteriores às manifestações populares ocorridas no mês passado.
A pesquisa também projetou o cenário eleitoral para o pleito de 2014. A intenção de votos estimulada – quando é fornecida a lista de candidatos – mostrou forte queda de Dilma. Além disso, aumentou o total de votos brancos e nulos. Na pesquisa estimulada para o primeiro turno das eleições, Dilma teria 33,4% dos votos. Na pesquisa de junho, ela detinha 52,8% dos votos. Marina Silva avançou para a segunda posição, com 20,7%, ante 12,5% no levantamento anterior, passando Aécio (passou de 17% para 15,2%). O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), avançou de 3,7% das intenções na pesquisa anterior para 7,4%. Para o segundo turno, Dilma ganha em todos os cenários em que é listada.
Sem comentar a pesquisa, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em Ponta Grossa (PR), que o dinheiro arrecadado pelo governo tem de ser devolvido à população.
Ela disse ainda que o Brasil é um país especial por dialogar com movimentos sociais e que manterá o Bolsa Família “enquanto for necessário”.
Médicos
A pesquisa da CNT revelou ainda que 49,7% os brasileiros são a favor da importação de médicos estrangeiros, mas 47,4% estão contra.
Fonte: Diario de Pernambuco
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