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Mais um plano para organizar o Centro.

11 de julho de 2013
A Prefeitura do Recife começa a se mobilizar para organizar o comércio informal de alimentos no Centro. De acordo com a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc), está em andamento projeto que prevê a compra de um terreno, na Rua da Saudade, para abrigar os ambulantes que comercializam lanches e espetinhos no bairro da Boa Vista.

O presidente do Sindicato do Comércio Informal do Estado, Elias França, disse que após diversas reuniões com o secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga, os ambulantes tiveram uma resposta positiva. "A prefeitura prometeu que todos nós seríamos transferidos para a Rua 7 de Setembro, até a Rua da Saudade ficar iluminada para nos receber", declarou.

 
Segundo os ambulantes, o ponto na 7 de Setembro será temporário, até que a prefeitura compre o terreno. A nova área fica no fim da Rua da Saudade, esquina com a Rua do Riachuelo." Ainda segundo Elias França, os vendedores acreditam que a promessa seja cumprida logo. "Foi isso o que acordamos nas cinco reuniões que tivemos. Aguardamos, agora, uma resposta concreta da prefeitura. Ficar em casa, aguardando a boa vontade do poder público, é que não podemos", ressaltou.
 
Enquanto o espaço provisório na Rua da Saudade e o terreno não são disponibilizados, os ambulantes se mantêm nas concorridas ruas do Centro. A comerciante Rejane Gonzaga da Silva não está satisfeita com o novo espaço sugerido pelo sindicato e pela prefeitura. Ela disse que o movimento na Rua da Saudade é fraco porque a via possui poucos atrativos. "Só tem fundo de loja e banco. Se ficarmos nesse local, vamos ter prejuízo", prevê Rejane que trabalhava na Avenida Conde da Boa Vista e ontem foi removida para a Saudade.
 
Ela sugere que seja feito novo projeto para abrigar os comerciantes em locais com maior fluxo de pessoas. "Seria bom se nos deixassem na Conde da Boa Vista. Pra Saudade ninguém vai." O ambulante Wellington Santos Gomes sugere que os comerciantes sejam transferidos para boxes no Centro da cidade. "Assim, cada um poderia escolher um lugar onde o seu serviço é procurado", justificou.
 
A promessa feita há muito tempo pela prefeitura fez com que ele deixasse de acreditar no espaço. "Eles só fazem prometer. Se cumprirem, tenho certeza de que não vai ser bom para a gente."
 
A prefeitura informou que ainda está em processo de negociação com os camelôs para discutir a organização do Centro e não há data prevista para concretizar o projeto. 

Fonte: Jornal do Commercio

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