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Mais temporários no Estado
19 de junho de 2013A contratação de trabalhadores temporários aumentou na gestão do governador Eduardo Campos (PSB). Em 2006, eles eram 15.162 nos quadros do Estado. Na atual administração, subiram para 26.544 servidores, o que significou um incremento de 41% até ontem, quando se compara com a gestão anterior. Atualmente, os servidores com tempo de trabalho contado representam 15% de todos os 141 mil funcionários ativos do Estado. "Nesse mesmo período, aumentou em 163,5% a contratação dos concursados de carreira, comparando com o governo anterior", defende o secretário de Administração, Décio Padilha.
Ele diz que a contratação dos temporários ocorreu principalmente para fornecer mão de obra a nove grandes projetos atualmente desenvolvidos pelo Estado, incluindo o Travessia – que faz uma correção de fluxo dos alunos repetentes na rede estadual de ensino -, Chapéu de Palha, Se Liga e Acelera (que tem o objetivo de corrigir distorções dos alunos na idade-série), entre outros. Os programas campeões de contratação de temporários são o Travessia (com mais de 5 mil temporários) e o Se Liga e Acelera que tem mais de 3 mil contratados dessa forma.
"Não faz sentido contratar um funcionário cujo recurso para pagar o salário existe por um prazo curto e específico", explica Padilha. "A maioria esmagadora dos servidores foi contratada por concurso público, o que corresponde a 85% do quadro", comenta Padilha. A folha de pagamento do Estado é de R$ 647 milhões por mês, o que resulta em R$ 7,8 bilhões por ano. Os temporários respondem por 5,4% do valor que o Estado gasta com pessoal.
CRÍTICA
"Está ocorrendo um loteamento político do Estado com as contratações temporárias. Consideramos isso uma falha na aplicação da política pública do governo estadual", diz o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Estado de Pernambuco (Sindserpe), Renilson Oliveira. Segundo ele, a contratação desse tipo de servidor ocorre de forma mais simplificada e aí fica mais fácil ocorrer a indicação política. "Sabemos que uma boa parte dos temporários foi contratada dessa maneira", lamenta Oliveira.
A informação do sindicalista foi rebatida por Décio Padilha que afirma que a maioria dos temporários faz prova desde 2007, "afastando a indicação política". As contratações feitas sem prova recentemente, de acordo com o secretário, foram algumas feitas com urgência e de forma simplificada, como a da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) e a da Secretaria de Trabalho Qualificação e Emprego (STQE).
Ainda de acordo com Padilha, o Estado deve diminuir a contratação de temporários, porque alguns programas da área de educação que usam essa mão de obra serão transferidos para os municípios em 2015 e porque alguns projetos vão acabar. A atual gestão pretende encerrar 2014 com os temporários respondendo por 3,5% da folha de pagamento dos servidores.
Fonte: Jornal do Commercio
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