O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco cresceu 1,9% no primeiro trimestre deste ano, comparando com os três primeiros meses do ano passado, de acordo com a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe-Fidem). O País registrou um aumento de 1,9% no mesmo período. Desde 2010, o Estado vinha crescendo mais do que o País devido aos empreendimentos estruturadores do Complexo de Suape, que alimentaram a boa performance da construção civil no Estado.
O último PIB do Brasil divulgado pelo IBGE ficou em 0,6% e comparava o primeiro trimestre de 2013 com os últimos três meses de 2012, retirando a sazonalidade. Já o Condepe-Fidem compara apenas com o mesmo período do ano anterior.
"Entramos em um outro momento. Algumas das obras (de Suape) já passaram por seu auge. Os empreendimentos vão começar a funcionar e aí o que se espera é que, no futuro, ocorra um crescimento da produção industrial com a fabricação de bens de alto valor agregado", explica a coordenadora das contas regionais da Condepe-Fidem, Claudia Pereira.
No primeiro trimestre deste ano, a construção civil do Estado registrou um crescimento de 0,6%, enquanto no País o setor caiu 1,3%. "O desempenho da metalurgia básica foi para baixo por causa da desaceleração da construção civil", comenta o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas do Condepe-Fidem, Rodolfo Guimarães.
No primeiro trimestre de 2013, a indústria pernambucana registrou um crescimento de 0,2%. E aí entrou em cena outro fator que está impactando o PIB pernambucano desde o ano passado: a seca. Nesse período, o crescimento do plantio de cana-de-açúcar ficou em 1,8% devido à estiagem. Isso significou uma produção de açúcar e de álcool menores. Alguns produtos como milho, feijão e mandioca apresentaram, respectivamente, um aumento estimado de plantio de 520,4%, 276,8% e 44,8%.
"Algumas culturas foram quase dizimadas, como o feijão e o milho de sequeiro (sem irrigação) que apresentaram perdas de quase 100%. Isso fez a base do ano passado ficar muito baixa. É uma melhora relativa. Isso significa que parou de piorar", resumiu Rodolfo Guimarães. Segundo ele, as culturas de sequeiro precisarão de anos para se recuperarem dos estragos provocados pela estiagem.
A pecuária ainda está perdendo muito com a seca. O setor registrou uma queda de 14,6% no primeiro trimestre de 2013. Dentro desse segmento, a maior queda ficou em 16,1% no rebanho bovino, seguido pela decréscimo de 15% na produção de leite, redução de 9,4% na produção de ovos e -5,1% na criação de galos, galinhas e pintos.
Fonte: Jornal do Commercio