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Alta da receita alivia governo

30 de maio de 2013
Em um ano de aperto, mas que precisa ser "ganho", os primeiros quatro meses de 2013 foram de alívio para as finanças do governo de Pernambuco. A receita aumentou além do projetado. Os gastos indesejados (com manutenção de prédios, terceirização de serviços, material de escritórios, passagens, etc.) foram freados. E os investimentos em obras e serviços que, em tese, melhoram a vida do cidadão, aumentaram 23,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Na outra ponta, as despesas com servidores públicos continuam elevados: atingiram o patamar mais alto visto para o quadrimestre desde 2007.

Do dinheiro público, R$ 7,22 bilhões foram destinados ao pagamento de salários, gratificações, horas-extras e encargos do funcionalismo estadual. Isso comprometeu 44,92% da chamada Receita Corrente Líquida (RCL). Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o limite prudencial é de 46,55%. Desde o final de 2012, o gasto com pessoal tem pressionado as contas do Estado. O objetivo é fechar o ano em 44,4% e 2014 em 43,7%.

 
Os dados estão no Relatório Resumido de Execução Orçamentária do segundo bimestre, documento publicado oficialmente ontem e que passa a régua na contabilidade estadual e serve de termômetro para o resto do ano. Entre os fatos positivos, está o aumento nas chamadas receitas correntes. A Secretaria da Fazenda começou 2013 com a expectativa pessimista de ampliar, em média, 8% a arrecadação. Com R$ 8,16 bilhões no cofre, terminou celebrando uma alta de 10,4% ante o mesmo período de 2012.
 
A principal receita, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) fechou o quadrimestre com elevação de 7,7%, acima dos 6% projetados no início do ano. Por outro lado, os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) frustraram as expectativas: esperava-se alta de 8% e, no final, houve um aumento de apenas 3,8%.
 
As chamadas Outras Despesas Correntes, que foram eleitas como alvo maior da tesoura do governo, cresceram muito menos que no passado recente. Se de 2012 para 2011 a alta havia sido de 27%, em 2013 foram 8,2% maiores (R$ 2,95 bilhões). "Queremos fechar o ano com 0%, ou seja, sem crescimento nominal nessa despesa", afirmou o secretário da Fazenda, Paulo Câmara.
 
A poupança corrente – a diferença entre as receitas correntes (impostos, transferências, recuperação de dívidas) e as despesas correntes (pessoal, juros da dívida pública e outras despesas) – foi de R$ 1,3 bilhão, acima do R$ 1 bilhão projetado. 

Fonte: Jornal do Commercio

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