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Economia cresce 1% no trimestre

17 de maio de 2013
BRASÍLIA – A economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre do ano, em relação aos últimos três meses de 2012, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central. Foi o melhor desempenho trimestral dos últimos dois anos. Na comparação mensal, expansão foi de 0,72% em março sobre fevereiro. Os especialistas concordam que os números do IBC-Br, índice de crescimento calculado pela autoridade monetária, revelam uma aceleração da atividade no início do ano, mas isso não significa que uma expansão próxima a 4% neste ano está garantida, como gostaria o governo.

Pelo contrário, o ambiente de desconfiança para os investidores comprometem as perspectivas. Para os economistas, o crescimento não deve superar 3%. E a recuperação já vista ainda pode ter um outro efeito: abrir espaço para o BC aumentar ainda mais os juros.

 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o resultado do IBC-Br e disse que ele apontou para um crescimento de 1,05% no primeiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2012. Mantega disse que, se essa previsão se confirmar, isso será um "excelente sinal" e significará que a economia está crescendo a uma taxa de 4% (anualizada). Ele destacou que, no primeiro trimestre, o consumo cresceu 4,5% ante o mesmo período do ano passado. "Mas quem cresce mais é investimento e indústria", disse Mantega.
 
Apesar da melhora dos dados, os economistas afastam a possibilidade de crescer 4% este ano. E mantêm suas antigas projeções. "É o melhor trimestre desde o fim de 2010, mas isso não significa a retomada de uma trajetória vigorosa, mas é um bom começo", afirmou o ex-secretário do Tesouro Nacional e economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, para quem o País vai crescer 2,8% ste ano.
 
Oficialmente, o orçamento do governo prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 4,5% este ano. No entanto, a projeção do BC é de 3,1%. Essa é a previsão que consta no último relatório trimestral de inflação de março. Ontem, o presidente da autarquia, Alexandre Tombini, afirmou que a estimativa não é apenas da autoridade monetária, mas de todo o governo.
 
Os dados do BC mostram que os números ainda estão contaminados pelo pibinho de 2012. Nos últimos 12 meses encerrados em março, o País cresceu 1,2%. Por outro lado, é uma aceleração em relação ao crescimento acumulado até fevereiro de 0,83%.

Fonte: Jornal do Commercio

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