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Pressão para abrir Vila Naval

15 de maio de 2013
O impasse envolvendo a abertura da Vila Naval pode ir parar na Justiça. A Prefeitura do Recife pretende usar vias que hoje integram conjunto residencial destinado a militares, às margens do Rio Beberibe, para amenizar os transtornos causados pelas obras do Corredor Norte-Sul, no trecho da Avenida Cruz Cabugá, na área central do Recife. Por isso, a PCR encaminhou, sexta-feira, ofício à Capitania dos Portos, solicitando a liberação das Ruas do Cais e Leonor Porto para serem usadas como rota alternativa durante a construção da via exclusiva de ônibus BRT. Caso não seja fechado acordo com as Forças Armadas, o município admite até recorrer a medidas mais drásticas. Hoje, representantes do 3º Distrito Naval se reúnem com membros da Advocacia-Geral da União para discutir o problema.

Ontem, as intervenções na Avenida Cruz Cabugá começaram para valer. Apesar das primeiras mudanças, não houve grandes transtornos. Os serviços foram iniciados em dois pontos: Praça General Carlos Pinto (em frente ao Shopping Tacaruna) e na Praça 11 de Junho (no lado oposto ao prédio onde funciona a Vice-governadoria de Pernambuco). Nos dois locais são realizadas obras para retirada de interferências não visíveis, como drenagem urbana e tubulações de água. A fase seguinte, de construção das pistas, começará entre junho e julho e deverá provocar mais transtornos no trânsito.

 
Paradas de ônibus precisaram ser realocadas por causa da reforma. Por isso, muitos usuários do transporte público ainda tinham, ontem, dúvidas sobre os novos pontos (o da Praça General Carlos Pinto passou a funcionar ao lado do Shopping Tacaruna e o da Praça 11 de Junho foi transferido para a frente do Hospital da Marinha). Por isso, funcionários do Grande Recife Consórcio de Transporte trabalham durante esta semana na avenida, esclarecendo dúvidas da população.
 
O comerciante Fábio Henrique de Souza, 32 anos, mantinha, há três anos, uma carroça de lanches na praça próxima ao Shopping Tacaruna. Ontem se mudou para a calçada onde agora os passageiros esperam pelos ônibus. "Preciso continuar trabalhando para garantir o meu sustento e da minha família. Nesse primeiro dia de mudanças o movimento não caiu, clientes continuam comprando. O ruim é o sol quente e o espaço apertado", reclamou.
 
O corredor Norte-Sul terá extensão de 33,3 quilômetros e 33 estações de embarque e desembarque entre Igarassu e o Centro do Recife. A expectativa é que cerca de 180 mil passageiros sejam atendidos diariamente. 

Fonte: Jornal do Commercio

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