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Juro ficou mais alto para o consumidor

10 de maio de 2013
Embora não tenha sido tão grande, a alta da taxa básica de juros (Selic) em abril já atingiu o bolso dos brasileiros. Os juros do crediário, dos empréstimos pessoais e dos financiamentos de automóveis cresceram no mês e elevaram a média das cobranças para pessoa física, segundo a pesquisa mensal divulgada ontem pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
 
O percentual médio cobrado pelas instituições financeiras das pessoas físicas apresentou aumento de 0,03 ponto percentual, o que corresponde a uma elevação de 0,56% ao mês, o maior patamar desde dezembro. Assim, os juros passaram de 5,40% ao mês (87,97% ao ano) em março para 5,43% ao mês (88,61% ao ano) em abril. E, na avaliação da Anefac, devem continuar aumentando, acompanhando a tendência de alta da Selic.
 
Com encargos financeiros já nas alturas (9,37% ao mês), o cartão de crédito manteve o percentual do mês anterior e se segurou na primeira colocação do ranking das maiores taxas. Em seguida, apareceu o cheque especial, que, apesar do pequeno recuo de 0,26% ante março, apresentou juros de 7,7% ao mês. Os empréstimos pessoais com as financeiras sustentaram a terceira posição. O maior aumento foi percebido nos juros do comércio: 4,1% ao mês.
 
Na avaliação do diretor-executivo de Estudos Financeiros da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, o cenário dos próximos meses tende a ser de alta, mesmo que moderada. Motivo: a esperada segunda elevação seguida da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para o fim deste mês. “Na pessoa física, a lógica é a seguinte: se subirem os custos, os bancos repassam a conta para os clientes”, comentou Oliveira.
 
Para o chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, não há muito espaço para novos aumentos de taxas no mercado, mesmo com a Selic voltando a subir. “Os juros já estão altos há muito tempo. E a economia está andando devagar”, lembrou o economista.  

Fonte: Diario de Pernambuco

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