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Recife lidera alta da cesta básica

8 de maio de 2013
A dona de casa, no Recife, teve que desembolsar R$ 18,34 a mais na compra dos itens da cesta básica, em abril. Além do tomate, que registrou aumento de 18,54%, a banana (18,8%) e o feijão (11,67%) também ajudaram a elevar o preço. O levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela, portanto, que a Capital apresentou um acréscimo de 6,55% em relação ao mês anterior. Sendo assim, o valor total da cesta atingiu R$ 298,35, comprometendo 47,83% do salário mínimo líquido dos pernambucanos só com as despesas para a alimentação de uma pessoa.
 
No caso dos três itens que tiveram maior aumento, as condições climáticas, como a seca, e o início do período de entressafra das culturas, foram determinantes para a elevação do preço final. No apanhado geral, das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, 12 tiveram variação positiva nos valores, assim o Recife acompanha uma tendência nacional.
 
O problema é ainda maior se for considerada a variação dos últimos 12 meses. Nesse período, o Recife acumulou um aumento de 33,21% no preços da cesta básica, índice semelhante à vizinha João Pessoa (34,11%) e Fortaleza (32,99%). “Em uma região onde 83,4% dos ocupados ganham até dois salários mínimos, constatar que para alimentar uma pessoa é preciso comprometer mais do que 30% da renda, é algo seríssimo que precisa ser analisado”, afirmou a supervisora técnica do Dieese, Jackeline Natal.
 
O levantamento da instituição leva o consumidor a uma outra constatação: a desoneração dos principais itens da cesta básica, anunciadas em março pela presidente Dilma Rousseff, ainda não surtiram tanto efeito no bolso dos brasileiros. Na Capital pernambucana, a pesquisa mostra que a redução de impostos atingiu apenas a carne, manteiga, açúcar e óleo. Entretanto todos eles juntos representaram, em abril, uma queda de 0,71%.
 
“É um período relativamente pequeno, sem falar da turbulência na produção desses alimentos para sentir os efeitos da desoneração”, ponderou Jackeline. Com base no custo apurado para a cesta de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ 2.892,47. 

Fonte: Folha de Pernambuco

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