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Dilma reforça combate à inflação

2 de maio de 2013
BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff aproveitou o discurso em comemoração ao Dia do Trabalhador, feito em rede de rádio e TV, para dizer que a luta contra a inflação "é constante, imutável, permanente". A inflação virou ponto de críticas nos discursos de oposição. Ela também disse que, a partir de agora, vai privilegiar como nunca a educação, "o instrumento que mais amplia o emprego e o salário". Para tanto, a presidente afirmou, durante o programa de cerca de 12 minutos, que continuará insistindo para que todos os royalties, participações especiais do petróleo e recursos do pré-sal sejam usados na educação. Disse que acabou de assinar um projeto de lei prevendo o repasse do dinheiro para o setor. Na terça-feira passada, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato à Presidência da República em 2014, sancionou o projeto de lei 14.960/2013, que destina 100% dos royalties de petróleo para investimentos em educação, ciência, tecnologia e inovação.

No discurso, Dilma chegou a sugerir que os brasileiros façam pressão sobre os governos, as empresas, as Igrejas e os sindicatos para que trabalhem mais em prol da educação. E que "incentivem o seu deputado e o seu senador" para que eles votem a favor do projeto que destina à educação toda a verba proveniente do petróleo. "Somente assim poderemos gritar, em uma só voz, uma nova marca de fé e amor para nosso País. Poderemos gritar, do fundo do nosso coração: Brasil, pátria educadora".

 
Enaltecendo os dez anos de governo do PT, Dilma disse que, nesse período, foram criados 19,3 milhões de empregos com carteira assinada, e o salário mínimo cresceu mais de 70% em termos reais. "Somente no meu governo foram criados 3,9 milhões de novos empregos". Ela disse ainda que o Fundo Monetário Internacional (FMI) pôs o Brasil numa situação privilegiada no mundo, ao anunciar que foi o país que mais reduziu o desemprego entre 2008 e 2012, em cerca de 30%. "Isso nos colocou numa situação privilegiada no mundo", disse Dilma, destacando a crise que afeta os países avançados. Em 2012, "enquanto lá fora cresciam o desemprego e as perdas salariais, aqui ocorria exatamente o contrário", observou.
 
A presidente disse ainda que os direitos trabalhistas estão avançando e as dívidas sociais histórias estão sendo resgatadas. Como exemplos, citou a recente aprovação da emenda constitucional que estende os direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) aos trabalhadores domésticos e lembrou de incentivos dados nos últimos meses, como a isenção de imposto de renda sobre a participação nos lucros e resultados. 

Fonte: Jornal do Commercio

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