Notícias
Três planos no vermelho
14 de abril de 2013Operadoras de planos de saúde de mais de 1,5 milhão de servidores federais, Geap (antiga Patronal), Cassi e Assefaz enfrentam problemas financeiros e no atendimento aos usuários. As três fecharam as contas do ano passado no vermelho e, de acordo com indicadores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), tiveram no mesmo período uma grande piora na qualidade do serviço.
As empresas minimizam os problemas e, quanto à qualidade, informam que a ANS trabalha com uma base de dados errada, o que faria as reclamações terem um peso maior do que de fato têm, na comparação com o total de usuários.
O segmento de autogestão, em linhas gerais, é formado por empresas sem fins lucrativos. Elas têm representantes dos próprios servidores no comando e sua função específica é atender a essas bases. Isso traz desafios adicionais à gestão, sempre em um delicado equilíbrio. Em 2012, porém, a Geap fechou o ano no vermelho em R$ 260 milhões e a agência reguladora decidiu intervir na operadora, que atende a 855 mil usuários.
Nos casos da Cassi, ligada aos funcionários do Banco do Brasil, e da Assefaz, do Ministério da Fazenda, o que chama a atenção até agora é a mistura de resultado financeiro negativo no ano passado e a piora dos índices de qualidade calculados pela ANS.
A Cassi fechou o ano passado com um déficit de R$ 107,6 milhões. E foi exatamente no início de 2012, segundo o Índice de Reclamações da ANS, que a empresa registrou cada vez mais queixas, até ficar quase 50% acima da média do segmento. O caso da Assefaz, porém, é ainda mais gritante.
Assefaz fecha ano com déficit de R$ 37 milhões
O plano de saúde dos servidores da Fazenda teve um déficit de R$ 37,2 milhões em 2012, um rombo proporcionalmente mais alto que o da Cassi, considerando a base de usuários. Mas quando se observa o índice de reclamações, a Assefaz desde maio passado descolou completamente do segmento e atingiu o equivalente a seis vezes o número de queixas de operadoras do mesmo porte.
Todos os procurados sobre o assunto – Cassi, Assefaz e ANS – responderam através de nota.
A Cassi argumenta que seu déficit se deu pelo crescente aumento dos gastos em toda saúde suplementar, que em 2012 teria subido muito acima das receitas: “O impacto, ainda que maior nas autogestões, por possuírem cobertura ampla, abrangência nacional e limitações regulatórias da ANS para o incremento das suas receitas, acontece também nas empresas privadas.”
De acordo com a empresa, um estudo com base em nove operadoras, que juntas concentram 50% dos beneficiários do setor, mostrou apenas uma operadora com aumento de lucro, três em queda e o restante em manutenção de resultados.
Na sua nota, a Assefaz afirma que “o déficit observado no exercício 2012 é um reflexo do cenário da saúde suplementar no País, que apresentou contínuo aumento nos custos médios dos procedimentos e na frequência de utilização, acarretando crescimento da taxa de sinistralidade. Somado a esses fatores, tivemos a pressão da classe médica por reajustes nos valores praticados, a ampliação do Rol de Procedimentos da ANS em 2012, com a inclusão de 54 novos procedimentos com cobertura obrigatória, e a judicialização da saúde. Todos esses fatores impactaram negativamente o mercado de saúde suplementar, em especial as autogestões.”
A operadora dos servidores da Fazenda diz ter promovido estudos e medias para reduzir despesas assim que o déficit foi observado, ano passado. A Assefaz informa ainda que a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) convocou as associadas para discutir as altas de custos. Já a ANS entende que “não há problema conjuntural específico no segmento de autogestão e cada operadora enfrenta desafios específicos no desempenho de suas atividades de assistência à saúde.
Em linhas gerais, o grande desafio de uma autogestão está no gerenciamento de riscos assistenciais de sua carteira de beneficiários e no controle dos custos de suas operações. Com um grupo definido de beneficiários, sem a possibilidade de ofertar produtos num mercado mais abrangente, conforme definido em lei, essas entidades devem estar constantemente atentas aos aspectos de gestão econômica e financeira da sua atividade, além da manutenção dos requisitos prudenciais regulatórios exigidos nos normativos publicados pela ANS”.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]