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Caminho livre para projetos do novo cais

3 de abril de 2013
A demolição dos armazéns 16 e 17 do Porto do Recife, no Cais de Santa Rita, para dar lugar a um centro de convenções e a um prédio empresarial, está autorizada pela prefeitura. Mas o serviço só pode começar quando o grupo responsável pela obra receber, também, permissão para cercar os dois imóveis com tapumes, garantindo a segurança de pedestres e motoristas que circulam na região. O pedido tramita na 1ª Regional da Diretoria de Controle Urbano do município (Dircon).
Os novos empreendimentos fazem parte do projeto de revitalização da área não operacional do Porto do Recife e serão executados pela iniciativa privada. A empresa vencedora da licitação, Gerencial Brasitec Serviços Técnicos, arrendou os armazéns 9, 12, 13, 14, 15, 16 e 17, além do antigo prédio da Conab. Mês passado, a Brasitec concluiu a derrubada do armazém 15 e do edifício.
 
Localizadas no bairro de São José, Centro do Recife, as duas edificações já demolidas ficavam defronte aos armazéns 16 e 17. O terreno de 10.745,17 metros quadrados, agora, está livre para a construção de uma marina e de um hotel de longa estada com 200 apartamentos, padrão igual ou superior a três estrelas, restaurantes, lojas, bares, piscina, sala para reuniões e academia de ginástica.
 
De acordo com Marta Kümmer, presidente do Porto do Recife, o projeto prevê a demolição dos armazéns 15, 16 e 17, no Cais de Santa Rita. Os galpões de números 9, 12, 13 e 14, no Bairro do Recife, são preservados e reocupados com restaurantes, bares, lojas, salas para exposições e eventos fechados, atividades recreativas, sociais e culturais, num conjunto chamado Festival Center.
 
O custo da revitalização, pela iniciativa privada, é de R$ 150 milhões. O Porto assumiu a reforma do armazém 7, onde está sendo instalado o Terminal Marítimo de Passageiros, previsto para ficar pronto este mês. "Estamos estudando a possibilidade de transformar o armazém 8 (terminal provisório) numa extensão do 7", diz Marta.
 
Também este mês, o Porto encerra a obra do primeiro módulo do Museu Luiz Gonzaga, que ocupa o armazém 10 e os pátios dos armazéns 9 e 10.

Fonte: Jornal do Commercio

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