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Juros em queda, mas dívidas em alta

22 de fevereiro de 2013

Nem a queda das taxas de juros nem a redução dos tributos sobre produtos industrializados (IPI) foram capazes de reduzir o endividamento na capital pernambucana no ano passado.

 
De acordo com um levantamento feito pela Câmara dos Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), ao final de 2012 o perfil do inadimplente local permaneceu praticamente o mesmo do final do ano anterior: em sua maioria homens, com idade entre 21 e 40 anos, ensino médio completo ou incompleto e renda familiar mensal entre um (R$ 678,00) e três salários mínimos (R$ 2.034).
 
Segundo o presidente da entidade, Eduardo Catão, a inadimplência subiu 2,4% entre 2011 e 2012. "Esse percentual está abaixo da média nacional, que passou dos 3%", complementa.
 
Entre os que têm dívidas, os cartões de crédito e de lojas aparecem, assim como nos anos anteriores, como o maior vilão.
 
Somados, eles correspondem a 46% dos tipos de dívidas mais recorrentes. Depois aparecem as prestadoras de serviços, a exemplo de companhias de água e luz, representando 15% dos tipos de endividamentos.
 
Para Catão, "os cartões de crédito continuam sendo os grandes vilões dos consumidores na hora de fechar as contas em decorrência da facilidade e da segurança do uso desses instrumentos no momento da compra, que acaba gerando no consumidor uma sensação de maior capacidade de pagamento do que ele realmente possui, culminando na inadimplência".
 
Entre as maiores causas do endividamento em dezembro de 2012, como mostra a CDL Recife, estava o desemprego, para 39% dos consultados. A taxa é 3% maior que a verificada em dezembro de 2011.
 
Depois veio a falta de planejamento financeiro/descontrole, com 19% das justificativas. No ano anterior, essa taxa havia sido de 28%.
 
O período de atraso nos débitos assusta: 82% revelaram que ele é maior que 91 dias, contra 78% no mesmo período de 2011. Vinte por cento disseram que o valor da prestação em atraso estava acima de R$ 601, frente 22% registrados em dezembro do ano anterior.
 
A boa notícia é que o percentual de endividados que pretende quitar o débito em até 30 dias cresceu, mesmo que levemente, passou de 47% para 49%.

Fonte: Jornal do Commercio

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