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Sem imposto para turistas

21 de fevereiro de 2013
São Paulo (SP) — Para atrair turistas dos Brics, grupo de países emergentes composto por China, Índia, Rússia, África do Sul e o próprio Brasil, o governo quer desonerar os impostos pagos por esses visitantes no país. Hoje, ocupamos a 52ª colocação no ranking de competitividade do turismo, que inclui 139 países, segundo relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, considera “nada cômoda” essa situação. 
 
Para promover a competitividade do turismo, a ideia do Mtur é que os visitantes estrangeiros possam ser restituídos dos impostos ao sair do país. Ele fez o anúncio ontem durante Workshop promovido pela operadora CVC. “Com a crise na Europa e Estados Unidos, passamos a centrar nossos esforços nos destinos não tradicionais, como os Brics”, disse Vieira. “A vinda de um estrangeiro é como uma exportação. É possível fazer isso sim”, avalia. O ministro disse, entretanto, que não existem detalhes sobre os valores da desoneração. “É uma ideia ainda incipiente”, afirma.
 
Segundo os últimos dados do IBGE, divulgados pelo Mtur, houve o ingresso de 5,2 milhões de viajantes estrangeiros no Brasil em 2010, um patamar considerado baixo, quando comparado com a França (76,8 milhões), os Estados Unidos (59,7 milhões), a China (55,7 milhões) e a Espanha (52,7 milhões), por exemplo. O objetivo é dobrar esse número, alcançando 10 milhões de visitantes ao país até 2020. 
 
Segundo o ministro, o governo busca estreitar laços com a iniciativa privada para estimular os investimentos necessários. O setor, de acordo com ele, tem capacidade de gerar empregos rapidamente, e se constitui em uma importante ferramenta de inclusão social. “O turismo é a instância mais rápida para que o Brasil vença as dificuldades econômicas”, conclui.
 
Para o presidente da Associação Brasileiras de Agências de Viagens (Abav), Antônio João Monteiro de Azevedo, tanto a desoneração quanto a atração de visitantes dos Brics serão positivas. “A Rússia está entre os cinco países no mundo que mais gastam (per capita) e a Embratur já participa em feiras lá”, conta. “A economia mundial está em um processo de transformação. Com a crise europeia, o fluxo diminui — então, é preciso procurar novos mercados”, afirma.

Fonte: Diario de Pernambuco

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