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Corte de 18,04% na nossa conta de luz

25 de janeiro de 2013
A conta de energia dos consumidores atendidos pela Celpe vai ter um redução de no mínimo 18,04%, segundo informou ontem a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O desconto vale para os clientes residenciais e já deve ser percebido nas contas com vencimento no fim de fevereiro e em março. Mesmo sendo referente à energia consumida desde ontem, a fatura depende da data de leitura do medidor e refere-se sempre ao período anterior. Assim, apenas as contas com leituras feitas a partir de 25 de fevereiro vão estar com o benefício completo da tarifa reduzida. 
 
Com isso, é possível que, mesmo após o anúncio da presidente Dilma Rousseff, os consumidores ainda recebam contas com valores mais altos no início de fevereiro em função do aumento de consumo com os dias mais quentes e da ausência do desconto na data de leitura do medidor.
 
Um consumidor que terá sua leitura feita no dia 10 do mês que vem, por exemplo, teria, em fevereiro, metade de sua energia sob regime antigo de cobrança e a outra metade pela nova tarifa. Para os consumidores de alta tensão, o desconto chegará a 32%. No estado, são mais de 3,1 milhões de clientes atendidos pela Celpe.
 
Impacto
Para o governo cumprir a promessa de reduzir em média 20,2% as contas de luz de todas as residências e empresas do país, o Tesouro Nacional terá de desembolsar pelo menos R$ 8,46 bilhões este ano. O montante, duas vezes e meia superior aos R$ 3,3 bilhões originalmente previstos, se refere aos encargos incidentes na tarifa, que passaram a ser bancados pela União e, sobretudo, às parcelas das empresas que não aderiram ao pacote do governo, anunciando em setembro do ano passado.
 
Os recursos federais aportados serão obrigatórios ao longo de cinco anos, reduzindo à medida que forem vencendo as concessões das companhias Cesp (SP), Cemig (MG), Copel (PR) e Celesc (SC). Essas estatais não fizeram a renovação antecipada dos contratos que venceriam entre 2015 a 2017. As usinas de fora do acordo serão devolvidas ao governo e depois licitadas com remuneração menor. A conta dos aportes poderá passar de R$ 9 bilhões em 2014, dependendo da conjuntura.
 

“O importante é que a medida é histórica e valerá para sempre”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ele e as principais autoridades do setor elétrico detalharam o impacto da medida provisória (MP), editada quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff, para alterar a estrutura tarifária.  

Fonte: Diario de Pernambuco

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