Notícias
Brasileiro bate recorde de gastos no exterior
24 de janeiro de 2013BRASÍLIA – Mesmo com o dólar mais caro, o gasto dos brasileiros com viagens ao exterior bateu recorde em 2012 e chegou a US$ 22,2 bilhões, maior valor da série histórica, iniciada em 1947. Os estrangeiros também deixaram mais dinheiro no Brasil no ano passado. Apesar de o valor também ter sido recorde (US$ 6,6 bilhões), a conta de viagens internacionais fechou 2012 com dÉficit de US$ 15,6 bilhões.
Para este ano, a autoridade monetária espera uma saída líquida ainda maior de dólares por esse canal, de US$ 16,3 bilhões. O que contribuiu para esse recorde (de gastos de brasileiros lá fora) foi o aumento da renda, da massa salarial real, que vem crescendo em média 6%. "Isso motiva, naturalmente, as despesas com viagens", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.
Em dezembro, houve aumento de 12% nos gastos dos brasileiros e redução de 11,4% nas despesas de estrangeiros, na comparação com dezembro de 2011, o que resultou em um saldo negativo de US$ 1,4 bilhão no mês. Segundo o Banco Central, no ano passado, o valor médio do dólar foi R$ 1,95, enquanto em 2011 foi de R$ 1,67.
CARTÃO DE CRÉDITO
O BC informou que a parcela dos gastos no exterior de brasileiros pagas com cartão de crédito diminuiu de 60% para 55% no ano passado na comparação com 2011.
O motivo seria a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A taxa, atualmente em 6,38%, incentiva o pagamento das compras no exterior com dinheiro ou com o cartão pré-pago.
Desde 2011, o governo mais do que dobrou a taxação sobre as compras feitas com cartão em uma tentativa de frear o consumo de brasileiros fora do País.
DÉFICIT RECORDE
A conta de viagens contribuiu para o resultado negativo recorde das transações correntes, que medem as trocas comerciais e de serviços do Brasil com o exterior.
O déficit foi de US$ 54,2 bilhões em 2012, valor recorde e equivalente a 2,4% do PIB – maior percentual desde 2001. No ano anterior, o déficit fora de US$ 52,5 bilhões, equivalentes a 2,12% do PIB.
O rombo, contudo, foi inteiramente coberto pelo fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED), que fechou o ano com o segundo melhor resultado para a série, US$ 65,3 bilhões, atrás apenas dos US$ 66,66 bilhões de 2011.
Outro ponto importante no crescimento do rombo foi a despesa com juros, que somou US$ 11,847 bilhões, ante US$ 9,719 bilhões em 2011.
O déficit só não foi maior porque as remessas de lucros e dividendos acabaram sendo um fator limitador.
Diante do crescimento econômico mais fraco, as multinacionais mandaram menos recursos para as matrizes – US$ 24,112 bilhões, queda de 36,82% sobre 2011.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]