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Via Mangue atrasa e fica pronta só em abril de 2014

23 de janeiro de 2013
A previsão de entrega da Via Mangue era para setembro deste ano. Porém, de acordo com o prefeito Geraldo Julio, durante vistoria nos trechos três e quatro do sistema viário, ontem pela manhã, os engenheiros responsáveis avisaram que o prazo será estendido em pelo menos sete meses, fazendo com que a obra só fique pronta em abril de 2014, cinco meses antes da Copa do Mundo.
 
Os motivos do atraso não foram detalhados. "Há um conjunto de ações que ocorreram durante todos esses anos em que a obra está acontecendo e foram apresentadas as projeções de engenharia para concluir a obra, que leva para esse prazo", contou o prefeito. Geraldo Julio pediu que o cronograma fosse refeito. "Já solicitei um estudo de engenharia para reduzir este prazo, mas essa é a situação atual."
 
O contrato fechado com a Queiroz Galvão dizia que a Via Mangue seria entregue em 30 meses. Iniciado em abril de 2011, o corredor viário que ligará o Centro do Recife à Zona Sul da cidade, teve 30% do seu cronograma financeiro cumprido, o que equivale a aproximadamente 36% do cronograma físico. "Dos R$ 460 milhões que totalizam a obra, R$ 140 milhões já foram pagos. Os recurso recursos vêm da União e têm a necessidade de aporte de muito mais da prefeitura", enfatizou.
 
Logo, se de 2011 até hoje foram realizados 30% da obra, os outros 70% serão feitos dentro dos 14 meses que restam, com o cronogrma já atrasado. A partir do próximo mês, haverá novos equipamentos e cerca de 210 operários vão dobrar a jornada de trabalho, fazendo um segundo turno. A ideia, segundo o secretário de Infraestrutura, Nilton Mota, é acelerar a obra. Atualmente, 1.242 pessoas trabalham na construção da Via Mangue.
 
O final do trecho três, visitado por Geraldo Julio, fica exatamente onde está instalado o Aeroclube do Pina. A intervenção irá ligar a instituição à Rua Antônio Falcão, chegando à Comunidade Deus nos Acuda.
 
O presidente do aeroclube, Francisco Rodrigues, lembrou que o Estado tem uma liminar de reintegração de posse, que foi pedida em 2004. "O Estado tem esse documento, mas ele pode cair a qualquer momento, porque o caso ainda está transitando na Justiça", explicou. Francisco disse que foi apresentada pelo governo uma certidão referente a um terreno com 40 hectares, enquanto o aeroclube possui 20. "Não é o mesmo terreno. Chamamos uma série de historiadores, que fizeram um laudo, comprovando não se tratar do mesmo local", assegura o presidente.
 
As negociações continuam. "Estamos querendo que o governo nos dê um novo lugar. Precisamos formar pilotos, é uma profissão em alta e não podemos fechar as portas", disse. "Se eles construírem e, mais tarde, a Justiça nos der razão, eles vão ter que derrubar ou nos indenizar. E será uma boa indenização. Mas temos que esperar. Ano que vem completa 10 anos que o caso corre na Justiça, e nós todos sabemos que é tudo muito lento", relatou.
 
O trecho quatro, quando concluído, será a ponte que passa sobre a Lagoa Encantada. Em relação às palafitas nos arredores, Geraldo Julio garantiu que serão retiradas e há uma equipe estudando o valor da indenização que as famílias irão receber.  

Fonte: Jornal do Commercio

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