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BNDES vai liberar R$ 423 mi

18 de janeiro de 2013
O governo do Estado assinou ontem mais um contrato de financiamento, no valor de R$ 423,61 milhões. A verba é do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e vai ser empregada em obras como o Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, além de ressarcir os cofres estaduais dos custos com a terraplanagem da fábrica da Fiat, em Goiana. Diferentemente de outras linhas captadas junto ao BNDES, essa não prevê contrapartidas do Estado.
 
A expectativa do governo é que a primeira parcela do empréstimo, de R$ 83,62 milhões, entre na conta no próximo mês de fevereiro. Os empréstimos se tornaram a principal arma do Palácio do Campo das Princesas para investir. Foi assim em 2012 e será assim em 2013, ano em que a meta de aportes aumentou e será de R$ 3,5 bilhões – sendo R$ 2,4 bilhões financiados.
 
O recurso estava sendo negociado desde agosto de 2012 pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e é oriundo da linha de financiamento "BNDES Estados II".
 
Do montante, R$ 57 milhões serão destinados ao Hospital Mestre Vitalino, entre obras físicas e compra de equipamentos. O valor corresponde a 46,46% de todo os aportes previstos para o hospital. Outros R$ 26,62 milhões (27,27% do total da obra) serão aplicados na terraplanagem da Fiat, mas, como o serviço foi concluído, vai cobrir as despesas que o governo precisou fazer com recursos próprios. Isso foi necessário para não atrapalhar o cronograma de implantação da montadora italiana. Os demais R$ 339,99 milhões serão empregados em investimentos de mobilidade.
 
No apagar das luzes de 2012, o Estado havia recebido a primeira parcela de outro financiamento do BNDES, de R$ 1,06 bilhão, operado pela Caixa Econômica Federal: o Pró-Investe, linha que visa aumentar a capacidade de investimentos dos Estados. Ainda em 2012, o BNDES começou a liberar recursos de outro empréstimo, voltado para obras de infraestrutura portuária em Suape, no valor de R$ 920 milhões. E, está em análise, outro pedido no banco, de R$ 550 milhões. 

Fonte: Jornal do Commercio

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