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Especialistas divergem

8 de fevereiro de 2012

Especialistas em previdência divergem em relação às vantagens do regime
de previdência complementar nos serviço público. Uma corrente sugere que
é mais vantajoso financeiramente para o funcionário público contratar
uma previdência privada aberta no mercado. Especialmente as pessoas mais
jovens que ganham maiores salários. Por outro lado, há consultores que
consideram a adesão ao fundo de pensão (Funpresp) a alternativa mais
segura porque o investimento será monitorado e fiscalizado mais de perto
pelo governo federal.

O advogado Rômulo Saraiva, do blog Espaço da Previdência do Diario,
considera que os novos servidores vão se dar mal com a criação da
previdência complementar porque terão que ficar mais tempo na ativa para
ter direito à aposentadoria integral. “Minha sugestão é que o novo
servidor faça uma simulação no mercado de previdência privada e compare
com o regime complementar público para saber qual o mais vantajoso”.

Especialista em previdência, o advogado Paulo Perazzo considera
imprescindível a criação do Funpresp para a sustentabilidade do regime
público de previdência. Em sua opinião, é mais viável o servidor aderir
ao fundo de pensão do governo do que contratar um plano de previdência
privada no mercado. “Além de ter verba pública, o fundo de pensão terá
maior fiscalização, controle e gestão acompanhada”, argumenta.

O governo de Pernambuco estuda a possibilidade de adotar a previdência
complementar para o servidor público estadual. Em São Paulo, o governo
já aprovou lei estadual (14.653/2011) criando um fundo de previdência
(SP-Prevcom) com alíquota de 7,5% de contribuição para o patrocinador e o
participante. (R.F.)


Fonte: Diário de Pernambuco

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