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Contas quase no azul

27 de janeiro de 2012

COLUNA JC NEGÓCIOS

Fernando Castilho

Não temos o balanço mais exuberante entre os
Estados da Federação, mas as contas públicas de Pernambuco estão
bem interessantes. Investir 9,7% da Receita Corrente Líquida é um
marco. Podia ser melhor, mas realizar R$ 1,6 bilhão no ano foi
promissor. O dado ruim é o déficit em conta corrente, que até foi
menor que o pagamento de juros, mas balanço com déficit é feio.

É verdade que o Estado acelerou os gastos com
pessoal. Mas ele se explica justificando a chamada de concursados em
atividades fim (polícia, saúde, educação, entre outras). O
“aperto” nas negociações com servidores nos deixa (45,2% sobre a
RCL) abaixo do limite que é 46,55% da Lei de Resposabilidade Fiscal.

Também parece que o Estado aposta mais na
capacidade do governador de arrancar dinheiro da União (via
convênios) do que em se financiar. Toda nossa dívida consolidada
soma 39% do que a RCL nos permite. Podemos nos programar para nos
endividar porque poderemos pagar. Pode-se dizer que a média de R$ 1
bilhão de ICMS ficou para 2012. Mas R$ 9,7 bilhões (R$ 810 milhões)
é um dado bom porque se distancia do crédito médio do FPE, que foi
de R$ 345 milhões/mês ano passado. O ICMS pernambucano já é duas
vezes maior do que o que vem da União.

Fonte: Jornal do Commercio

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