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Sefaz-PE: concurso para auditor e julgador ainda está paralisado
6 de junho de 2011
Cargos
exigem curso superior e tem salários de até R$ 9.820
Inicialmente
prometido para este ano, o concurso para a Secretaria de Fazenda de
Pernambuco (Sefaz-PE) ainda está paralisado. A justificativa da
pasta para a demora é a mudança na gestão, que ocasionou uma nova
análise de todo o processo para a abertura da seleção, incluindo a
definição do número de vagas.
A
princípio, o objetivo do concurso era preencher cargos vagos de
auditor fiscal e julgador de tributos. De acordo com o presidente do
Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do estado
(Sindifisco-PE), Francelino das Chagas Valença, a função de
auditor apresenta um déficit atual de 269 servidores. “Com
baixo efetivo, a carga de trabalho aumenta e, por conseqüência,
pode gerar a diminuição na qualidade dos serviços”, avalia o
sindicalista.
A
grande carência é gerada por um período de 20 anos sem concurso
para a função, cuja principal atribuição é arrecadar tributos.
Com poucos desses profissionais, os cofres públicos estaduais sofrem
grandes perdas, que consequentemente são sentidas pela população.
“É difícil mensurar o número exato, mas há estudos que
apontam um alto índice de sonegação”, informou Francelino
Valença.
Cargos
–
Para concorrer ao cargo de auditor é preciso ter graduação em
qualquer área. Atualmente, esses servidores têm vencimentos
iniciais de R$ 6.836. Os futuros auditores cumprirão carga horária
de 24 horas de trabalho por 72 de descanso. Já para ser
julgador é necessário ter graduação em Direito e não
ter registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Para este
cargo, o salário inicial é de R$ 9.820, para carga
horária de seis horas diárias.
Além
de garantir estabilidade. através da contratação pelo regime
estatutário, as carreiras possibilitam ascensão. Após os três
anos do estágio probatório, são feitas avaliações anualmente que
fazem com que o servidor possa subir de patamar. Ao todo são 16
níveis, e a cada um deles o salário aumenta de 3% a 5,5% em média
.
Fonte: Folha Dirigida
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