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Governo quer redução do ICMS de 12% para 2%
27 de abril de 2011BRASÍLIA
(AE) – O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson
Barbosa, defendeu ontem a transição gradual, de 12% para 2%, da
alíquota unificada de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS) sobre as importações. Durante audiência pública
na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, ele sustentou
que a alteração comece a vigorar em janeiro de 2012, sendo que a
alíquota final, pactuada entre os estados, seja alcançada até
2014.
A discussão é um dos eixos centrais da reforma
tributária fatiada que o Governo quer promover no Congresso
Nacional. A reforma delineada pelo Planalto compreende, ainda, a
desoneração da folha de pagamento das empresas, a agilização da
devolução dos créditos do PIS, Cofins e IPI, e a ampliação da
faixa do Supersimples a empresas com faturamento anual de até R$ 3,6
milhões.
O projeto de resolução do Senado propõe alíquota
zero de ICMS sobre as importações. No entanto, o próprio senador
Romero Jucá, autor da proposta, admitiu que a ideia de zerar a
alíquota foi um “bode”, uma estratégia para deflagrar o debate
e colher a opinião dos estados.
O real objetivo do Governo
Federal é fixar uma alíquota mínima e unificada de ICMS sobre as
importações, capaz de colocar um fim ao interesse dos estados pela
guerra fiscal, sobretudo daqueles envolvidos na chamada “guerra dos
portos”. Ocorre que a maior parte dos bens importados com
incentivos fiscais segue para outros estados. Sem essa circulação,
o Governo afirma que seriam menores os danos causados à
competitividade da indústria nacional. Nesse cenário, Nelson
Barbosa não descarta um consenso entre os estados em torno de uma
alíquota intermediária, que pode ficar entre 2% e 4%.
Ele
frisou, contudo, que a migração para a alíquota unificada tem de
ser num curto prazo, e não em 12 anos, como pleiteou o secretário
de Fazenda do Espírito Santo, Maurício César Duque. “Não
podemos nos dar ao luxo de perder essa indústria (de setores
estratégicos)”, salientou Barbosa.
Fonte: Folha de Pernambuco
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