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E o Bradesco salvou o balanço

1 de fevereiro de 2011

JC NEGÓCIOS

O
governo do Estado tem que fazer todos os salamaleques possíveis para
o Bradesco porque, como se constatou com a publicação do balanço
de 2010, se não fosse a receita extraorçamentária no último ano
do governo, Eduardo Campos passaria pelo vexame de fechar com o
segundo déficit. Foi providencial e providenciado para que
acontecesse de modo a ajudar até no dinheiro das folhas de pagamento
do final do ano. Serviu para que a redução nos repasses do FPE (R$
353 milhões) não virasse desculpa para o tão badalado equilíbrio
dinâmico.

Mas
é preciso reconhecer que esse déficit (excluído o dinheiro do
Bradesco) tem uma razão explicável, já que o governo manteve o
forte ritmo de investimentos no ano. Mas também mostrou estar
ficando difícil só com o ICMS o governo manter o volume de
investimentos, especialmente os de contrapartidas dos projetos
estruturadores.

Essa
situação do caixa tende a se repetir este ano por força das novas
demandas. O caso da Fiat, por exemplo, são de pelo menos R$ 120
milhões, além das necessidades dos demais megaprojetos. Talvez seja
por isso que o governador incluiu uma nova atribuição à equipe:
escrever projetos e tentar captar o máximo possível de recursos no
caixa da União. É verdade, o orçamento está fechado, mas a
tradição na execução é de que ganha mais quem tem capacidade de
realizar o financeiro. Assim, a ordem foi apostar na ineficiência
dos Estados e tentar captar o que foi reservado no Orçamento da
União para quem não teve capacidade de aplicar o dinheiro.

Fonte: Jornal do Commercio

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