Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Sindicatos preparam enxurrada de ações

13 de janeiro de 2011

 

BRASÍLIA – Os sindicatos estão sendo orientados a provocar uma enxurrada de ações na Justiça a partir de terça-feira da próxima semana para garantir a correção da tabela do Imposto de Renda. O presidente da Força Sindical e líder do PDT na Câmara, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, afirmou que as centrais vão pedir a correção de 6,47% na tabela, referente ao INPC.

Atualmente, os trabalhadores que ganham até R$ 1.499,15 por mês são isentos da cobrança federal. Esse valor é resultado da renda anual de R$ 17.989,80. É sobre esse valor que os sindicatos querem que incida a correção. Caso isso ocorra, a faixa de renda que passaria a ter isenção da “mordida do leão” seria de até R$ 1.596,14. Isso serve para beneficiar os trabalhadores que tiveram aumento salarial e que terminaram, ao longo de 2010, entrando na faixa de contribuição e tendo redução salarial graças a cobrança.

Demos o prazo até segunda-feira. Se não houver negociação, nós entraremos com uma enxurrada de ações em todos os tribunais regionais federais. Entendemos que isso (a não correção) é um confisco do salário dos trabalhadores”, afirmou Paulinho. O deputado lembrou que durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso as centrais conseguiram vitória na Justiça em alguns casos.

O líder sindical e político reafirmou a disposição de defender um reajuste maior para o salário mínimo do que os R$ 540 fixados pelo governo, insistindo no valor de R$ 580. Paulinho disse que a revisão do valor pelo governo, incluindo a correção da inflação, não adianta. “Isso é muito pouco. Dá R$ 3. Não dá nem para tomar uma cachaça”, comparou.

O deputado voltou sua mira para o Ministro da Fazenda, Guido Mantega. “O governo está mal nessa história. Pôr o Mantega para falar com os trabalhadores não dá”, exclamou, defendendo um outro interlocutor da presidente Dilma Rousseff para tratar com as centrais sindicais. O ministro avisou que o governo vetaria um aumento maior para o salário mínimo, caso os parlamentares aprovem um outro índice.

Nesse caso, a grande preocupação do governo é com relação à Previdência que hoje abriga 18 milhões de trabalhadores com rendimentos atrelados ao salário básico do País.

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias