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Ordem é reduzir gastos e investir
7 de janeiro de 2011
Com o intuito de manter a alta popularidade conquistada no primeiro mandato, a receita dada ontem pelo governador Eduardo Campos (PSB), na primeira reunião com o secretariado, foi continuar alinhando o programa de governo com as demandas da população, para a partir delas definir metas. Isto será retomado em fevereiro através de 12 seminários regionais que ajudarão na montagem da Lei Orçamentária e do Plano Plurianual 2012-2015 .
Segundo os secretários da Casa Civil, Tadeu Alencar, e de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebelo, que foram os porta-vozes da reunião, hoje serão entregues aos secretários um caderno com as metas em execução. O próximo passo será colher as sugestões da população para, a partir de março, estabelecer as prioridades do segundo mandato. ´A expectativa da população é grande, as pessoas ficaram mais exigentes. Não podemos apresentar o que apresentamos antes, por isso, a necessidade de desenhar um novo mapa de metas que será monitorado pelo governador`, disse Tadeu.
De acordo com os secretários, não houve nenhuma orientação específica para uma secretaria, apesar da criação de quatro novas pastas (Governo, Extraordinária da Copa, Meio Ambiente e Trabalho e Empreendedorismo). Durante a coletiva ficou subentendido que a cobrança será feita por igual para todas elas. ´Não há política de secretaria e sim de governo. A recomendação é cumprir os compromissos firmados no programa que serão associados aos seminários regionais.`
Seguindo o exemplo de cortes promovidos por alguns estados, como São Paulo e Paraíba, o governo de Pernambuco anunciou ontem a decisão de reduzir o custeio da máquina pública e otimizar os gastos. A decisão foi motivada pelo déficit de R$ 400 milhões do Fundo de Participação por Estado (FPE) que deveria ter sido repassado pelo Tesouro Nacional em 2010.
Para manter o ritmo de crescimento do estado, há uma preocupação com a capacidade de alavancar investimentos tanto no governo federal quanto em instituições financeiras eempresas privadas. Neste sentido, a nova Secretaria de Governo comandada pelo petista Maurício Rands terá o papel fundamental, já que o estado tem um limite de captação. ´A capacidade de apresentar projetos foi o que deu frutos. Saímos de R$ 600 milhões em 2007 e agora chegamos em R$ 2,5 bilhões. Quanto a Maurício, ele tem a missão de fazer a interface entre o governo de Pernambuco e os ministérios`, afirmou Tadeu. Como o monitoramento de todas as áreas do governo é uma das características da gestão de Eduardo Campos, os secretários já saíram da primeira reunião com a tarefa de mostrar os primeiros resultados no final do mês.
Fonte: Diário de Pernambuco
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