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Não se trata de mero ufanismo

18 de novembro de 2010

JC NEGÓCIOS

Fernando Castilho

Pernambuco registrou a maior taxa de crescimento da indústria, teve o melhor desempenho na geração de empregos, ficou em primeiro lugar na criação de trabalho com carteira assinada, apresentou aumento na arrecadação de ICMS acima da média nacional, comemorou o menor índice de inflação do País, foi o Estado que obteve a maior escalada na melhoria do rendimento médio, superou todo o Brasil em expansão do PIB. Não pense o leitor que estou aqui fazendo um exercício de ufanismo tão comum aos pernambucanos, conhecidos por empregar (sem moderação) os adjetivos maior e melhor. As informações são reais. Ontem, a Ceplan apresentou a terceira edição da Análise Ceplan, compilando dados que comprovam tudo o que está descrito acima. São números que nos fazem ter certeza de que o Estado ingressou em um novo ciclo de desenvolvimento. A indústria volta a ter importância na matriz econômica, depois de perder participação nos anos 80 e 90.

Se Recife ainda é a capital com menor renda média entre as cidades pesquisadas no País, a tendência é que diminua esse descolamento nos próximos anos. De janeiro a setembro, cresceu 8,9% (maior taxa do Brasil). O mercado de trabalho está aquecido. O alerta fica para o que vai acontecer quando for concluída a implantação dos grandes empreendimentos e as obras da Arena da Copa, que alavancam os empregos na construção civil. Será necessário descobrir uma fórmula para manter os níveis de empregabilidade. É um novo desafio para as empresas e o governo.

Fonte: Jornal do Commercio

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