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A briga pela Sefaz já começou
18 de outubro de 2010O edital ainda está sendo elaborado, mas diante da confirmação de que a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE) vai mesmo sair do jejum de 18 anos e realizar concurso com 62 vagas em 2011, muita gente já está abandonando seus empregos para se dedicar exclusivamente à maratona de estudos. Salários iniciais de R$ 10 mil para cargo de auditor e R$ 18 mil para julgador de tributos – além de um generoso plano de cargos e salários – são os principais atrativos.
Lucas Martins da Silva, 24, mal concluiu curso de direito no ano passado e começou a mergulhar no universo de livros e apostilas. Enquanto os colegas estão trabalhando, ganhando seus primeiros salários, Lucas estuda até oito horas diárias para conseguir uma das 60 vagas de auditor que serão oferecidas pela Sefaz no ano que vem. “Sou de uma família de auditores. Quero a mesma estabilidade financeira com a qual convivi a vida inteira”, conta o candidato.
Toda dedicação é pouca. A aguardada seleção da Sefaz-PE deve atrair os candidatos mais preparados de vários Estados. É gente que se especializou na profissão de concurseiro. Para o cargo de auditor, qualquer diploma de curso superior é aceito. Para o de julgador de tributos, com apenas duas vagas, é necessário ser bacharel em direito.
“Quando você passa no primeiro concurso ganha confiança e acaba querendo partir para cargos com salários mais altos. Sinto que tenho capacidade”, conta Rebeca Rego Pedrosa, 23 anos. Recentemente ela foi aprovada no concurso da Secretaria de Administração do Estado (SAD) e aguarda convocação. Ganhará o razoável salário inicial de R$ 4 mil por mês, se não não conseguir passar na Sefaz-PE no próximo ano. Nem por isso está fazendo corpo mole ou dando brecha para a concorrência.
“Estudo todas as tardes, inclusive feriados e finais de semana, das 14h às 17h30. Às 19h vou para o cursinho e só saio de lá às 22h. Ainda assim, fica aquela sensação de que poderia estar me esforçando mais”, conta.
Tiago Erhadt, empresário que comanda o cursinho Espaço Jurídico, explica que o conteúdo que será cobrado na Sefaz-PE deverá ser semelhante aos dos concursos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), realizado em 2004, e das últimas seleções dos órgãos fiscais dos Estados do Rio de Janeiro, Ceará, Paraíba e São Paulo.
Tomando como base esses mesmos concursos, ele espera que a organizadora seja a Fundação Carlos Chagas (FCC) ou a Escola de Administração Fazendária (ESAF). “Os candidatos já estão resolvendo antigas provas dessas organizadoras. É uma boa forma de se orientar. Inclusive, muitas questões se repetem”, revela.
Conforme explica o secretário da Fazenda, Djalmo de Oliveira Leão, além da estabilidade garantida pelo regime estatutário, outro atrativo da Sefaz é o plano de cargos e salários. Ao entrarem no órgão, os funcionários passam três anos em estágio probatório e depois podem subir de nível a cada ano. São dezesseis níveis no total e a variação salarial ao pular de um faixa para outra vai de 3% a 5,5% da remuneração básica.
Os servidores trabalharão em escalas de 24 horas por 72 de descanso ou seis horas diárias no setor administrativo. Detalhes como a distribuição das ocupações no Estado ainda não foram divulgadas.
Fonte: Jornal do Commercio
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