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Reforma tributária após eleições
28 de setembro de 2010SÃO PAULO (AE) – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou acreditar ser possível a aprovação da reforma tributária no Congresso, mesmo que parcialmente, logo depois das eleições. O ministro afirmou que, passado o pleito, vai conversar com os governadores para que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) possa aprovar até dezembro a “harmonização” das alíquotas do ICMS, o que permitiria o fim da guerra fiscal entre os estados. Mantega disse que a matéria precisa, depois de passar pelo Confaz, da aprovação do Congresso. Ele participou ontem do seminário “O papel da indústria no crescimento do Brasil” na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
De acordo com o ministro, a proposta de reforma tributária do Governo é conhecida pelos candidatos à presidência da República e pelos governadores. Segundo ele, o equilíbrio das alíquotas do ICMS pode ser feito nos próximos dois meses, pois é de interesse de todo o País o fim da guerra fiscal. “É possível ainda este ano equalizar o ICMS (em todo o País) e reduzir as alíquotas interestaduais e ter de dar alguma compensação aos estados que vão abrir mão da guerra fiscal”, disse. O ministro também destacou que pretende conversar com os governadores para que ocorra mais rapidamente a devolução de créditos do ICMS às empresas, o que, segundo ele, ocorre de forma muito lenta, pois leva até 48 meses para ser realizada.
Mantega afirmou que o mundo enfrenta uma “guerra comercial” e uma “guerra cambial”. Segundo ele, governos de vários países, incluindo Estados Unidos e Japão, estão permitindo a desvalorização de suas moedas a fim de conquistar mercados de países que apresentam bom desempenho interno de suas economias, como é o caso do Brasil. Mantega ressaltou que a próxima reunião do G20 levará as autoridades do grupo à manifestação de que a gestão cambial precisa ser muito mais harmoniosa entre seus participantes. “Eu acho que o câmbio flutuante é o melhor sistema, mas precisa ser flutuante para todo mundo”, comentou. O ministro da Fazenda destacou que a desvalorização de moedas internacionais, como o dólar norte-americano, traz preocupações legítimas às indústrias brasileiras. “Temos de preservar o Brasil, o mercado interno”, comentou.
Fonte: Folha de Pernambuco
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