Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

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Pagando a conta

25 de março de 2010

 


Aldo Paes Barreto
aldo.pe@dabr.com.br
Por questões hierárquicas, digamos, a Assembléia Legislativa terá que aprovar aumento salarial para o governador Eduardo Campos. É para que ele não fique recebendo menos do que os R$ 22,4 mil, pagos aos auditores fiscais estaduais. Nada contra a significativa, e digna, remuneração, muito menos contra a categoria. Contudo, é mais um ônus que o Estado Tributarista impõe ao exaurido contribuinte ao criar supersalários para seus fiscais.

A generosa política salarial para a categoria dos cobradores de impostos, porém, cria também outros problemas dentro da máquina administrativa estadual e faz aumentar o fosso das desigualdades. Econômicas e sociais. Um auditor fiscal ganha vinte vezes mais do que um médico do serviço público, um soldado da polícia ou um professor do ensino médio, profissões de risco principalmente nas periferias das cidades. Todos à mercê de graves perigos, psicológicos e físicos, embora estes esetejam mais presentes na vida dos policiais que, pelo menos em tese, devem proteger a sociedade. Sejacombatendo a bandidagem armada, seja orientando e fazendo fluir o trânsito. Mas, entre estes, há sempre quem descubra uma maneira mais direta de repor as distâncias salariais, às custas de incautos motoristas.

Fonte: Diário de Pernambuco

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