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Fazendários têm reajuste de 10%
23 de março de 2010
Ainda não foi dessa vez que a proposta de aumento do teto remuneratório para os auditores da Secretaria da Fazenda de Pernambuco foi aprovado. O pleito da categoria, que chegou a se transformar em projeto de lei ano passado, ficou de fora do acordo firmado com o governo do estado, que encerrou a greve iniciada na última sexta-feira. Os auditores conquistaram, apesar disso, duas importantes vitórias: a paridade salarial entre inativos e ativos e o reajuste salarial de 10%.
Estes três itens eram os principais da pauta de reivindicação elaborada pelo sindicato da categoria no estado, o Sindifisco-PE. Além dessas questões, eles também cobram melhorias de condições de trabalho e a realização de um concurso público para o cargo, o que não acontece desde 1992. Esta questão será tratada em uma mesa de negociação permanente entre governo e sindicato, cuja primeira reunião ainda não tem data para ser realizada.
Em relação à sua principal reivindicação, os fazendários buscam a unificação do teto remuneratório entre os três poderes no estado. Na prática, a medida permitiria aumentar-lhes o salário líquido. Da forma que está hoje, os fazendários que ganham, devido ao acúmulo de gratificações, mais que o teto do poder executivo – de aproximadamente R$ 18 mil – precisam devolver o excedente. A ideia era alterar a constituição estadual para tornar o teto um só, com os poderes judiciário e legislativo.
O teto é uma reivindicação antiga do Sindifisco em Pernambuco. Em todo o país, 12 estados já realizaram a unificação para beneficiar a categoria. Em 2009, um projeto de lei chegou a ser encaminhado à Assembleia Legislativa com a liberação do teto para os fazendários. Mas a ideia causou indignação entre a população, e o texto foi retirado. “Nossa luta nessa questão é permanente. Após as eleições, em novembro, voltaremos a propor essa mudança”, disse o presidente do Sindifisco-PE, José Pessoa.
Em relação aos outros itens, a categoria, que envolve 1.140 profissionais na ativa, e cerca de 900 inativos, pôde comemorar. A paridade foi conquistada com a extensão da gratificação de administração fiscal, de 8% sobre o vencimento, que antes era exclusiva do pessoal da ativa, para todos os fazendários, a partir de junho. Já o reajuste salarial será de 10%. Nas reivindicações, os trabalhadores cobravam um aumento de 12%, enquanto o governo oferecia apenas 5%.
Fonte: Diário de Pernambuco
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