Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

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Auditores fiscais fazem pressão por reajuste

11 de março de 2010

Categoria que apoiou a candidatura do governador Eduardo Campos, o lema dos auditores fiscais da Secretaria da Fazenda (Sefaz) agora é “já não há mais tempo para promessas”. A frase foi estampada em um informativo da categoria, que amanhã fará uma assembleia para avaliar se entra em greve geral por tempo indeterminado.

Ontem, o Sindicato do Grupo Ocupacional da Administração Tributária de Pernambuco (Sindifisco) decidiu fazer hoje uma paralisação de 24 horas, com proporcionalidade de 6 horas de trabalho nos postos fiscais. Na semana passada foram três dias parados.

O presidente do Sindicato do Grupo Ocupacional da Administração Tributária de Pernambuco (Sindifisco), José Pessoa Lins, afirma que o governo não se posicionou sobre as reivindicações da categoria e, por isso, os auditores estudam aumentar a pressão sobre o Estado.

A lista das demandas da categoria inclui equiparação entre salários dos 1.140 servidores ativos e dos 900 inativos (haveria uma defasagem de 10% em prejuízo dos aposentados), novo concurso público da Sefaz e melhoria da infraestrutura dos postos fiscais.

No informativo do Sindifisco, o sindicato alerta para duas contagens de prazo. O primeiro é de que faltam 12 dias úteis para a apresentação de projetos na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O segundo aviso da entidade é de que os fazendários estão há 710 dias sem reajuste salarial.

Ano passado, o Estado não concedeu aumento a nenhuma categoria, em virtude do impacto da crise financeira nas contas públicas. Mas sua base na Assembleia aprovou uma lei que daria aos fazendários o benefício de extrapolar o teto constitucional, que é o salário do governador. A medida foi inclusive negociada com o Sindifisco, que esperava ver este ano uma lei para aumentar o teto de todo o funcionalismo.

Diante da polêmica e fortes críticas geradas pela proposta, contudo, o próprio Eduardo vetou a lei.

Fonte: Jornal do Commercio

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