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Pernambucano pagará mais impostos este ano

17 de fevereiro de 2010

 

Em um ano que junta Copa do Mundo e eleições, a arrecadação total de tributos em Pernambuco subirá 14%, maior alta nordestina. Nessa conta, feita pelo Impostômetro, entram desde impostos federais, como o hoje famoso Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado sobre os automóveis, passando pelos estaduais, a exemplo do ICMS cobrado pelo comércio em geral, até municipais, como o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).

O Impostômetro é uma ferramenta desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) para a Associação Comercial de São Paulo e nasceu para acompanhar, em tempo real, a voracidade com que o poder público, de uma forma mais abrangente, se debruça sobre a riqueza produzida no País.

No caso da projeção de todos os tributos recolhidos em Pernambuco, o Impostômetro aponta para uma subida de R$ 8,05 bilhões, em 2009, para R$ 9,17 bilhões este ano. Em 2008, de acordo com a ferramenta, a soma de todos os impostos arrecadados no Estado atingiu R$ 7,09 bilhões.

Comparando esse número com o volume de tributos apurado no ano passado em Pernambuco, o percentual, de 13%, é pouco menor do que o que está previsto para o Estado em 2010.

Na Bahia, Estado que é o maior arrecadador de impostos do Nordeste, o volume recolhido de tributos atingiu R$ 12,79 bilhões em 2009 e a projeção do Impostômetro é que a cifra suba para R$ 14,27 bilhões este ano, um avanço de 11%.

Em 2008, os tributos recolhidos naquele Estado chegaram a R$ 11,51 bilhões e a arrecadação do ano passado significou um crescimento de 11%, mesmo patamar projetado para 2010. E ambos, portanto, menores do que os percentuais pernambucanos.

No Ceará, o total dos tributos arrecadados em 2008 ficou em R$ 5,27 bilhões e, no ano seguinte, foi de R$ 6,14 bilhões, um aumento de 16%. Mas, na projeção para este ano, de R$ 7,05 bilhões, o percentual é idêntico ao de Pernambuco, de 14%.

Pelo Impostômetro, o percentual de crescimento previsto para o IPI é de 4%, de R$ 30,07 bilhões no ano passado para R$ 31,46 bilhões este ano, crescimento que deve ser impulsionado pelo fim dos descontos do tributo nos automóveis e na linha branca de eletrodomésticos, como as geladeiras.

Fonte: Jornal do Commercio

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