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PIB do Estado deve crescer 6% em 2010

2 de dezembro de 2009

 

Depois de sair da crise bem mais rápido do que se imaginava, 2010 deverá ser um ano de retomada de crescimento para o Brasil. Na última segunda-feira à noite, durante a apresentação da Agenda 2010, no Teatro Guararapes, a consultoria pernambucana TGI fez um balanço do ano que está terminando e apresentou as perspectivas para 2010. As projeções apontam para um crescimento de 3% no PIB mundial, de 4% para o “Brasil, Nordeste e Pernambuco vivem uma perspectiva inversa no cenário econômico mundial. A crise econômica global deixou claro que hoje o País tem uma situação diferenciada no mercado internacional, o Nordeste vem superando o Brasil em crescimento e Pernambuco supera os índices da Região. É uma perspectiva diferente do que acontecia no passado, com o Brasil crescendo menos que o mundo, o Nordeste menos que o País e Pernambuco menos que o Nordeste”, observa o sócio-diretor da TGI, Francisco Cunha.

Na avaliação do economista, o Brasil sentiu menos os impactos da crise em função de vários fatores. Um deles foi a continuidade da política de estabilidade econômica e controle da inflação. “Além disso, o governo do presidente Lula acrescentou um programa que enfatiza aos aspectos sociais, ancorado em dois mecanismos principais que foram o aumento do salário mínimo acima da inflação e a criação do Bolsa Família”, destaca. Cunha acredita que o presidente acertou ao sugerir à população brasileira que continuasse consumindo. “De fato foram os pobres que evitaram o agravamento da crise no País”, completa.

O economista diz que na lista de acertos do governo diante do cenário de crise estão a queda nos juros e a diminuição dos impostos nos bens de consumo, a exemplo da queda no IPI da linha branca. “Os bancos públicos também tiveram um papel importante quando irrigaram o crédito num momento em que as instituições privadas travaram os empréstimos”, recorda. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também teve a sua participação quando disponibilizou crédito de fomento para as empresas com valor de R$ 100 bilhões.

Toda essa estratégia de minimizar os impactos da crise devem fazer o Brasil fechar o ano com um resultado melhor na comparação com outros países. Menos impactados, o Nordeste ainda deve registrar crescimento entre 2% e 3% no PIB, enquanto Pernambuco ainda deve ter expansão entre 4% e 5% na economia.

DESAFIOS

Apesar da perspectiva de expansão da economia para 2010, o Brasil terá o desafio de manter um crescimento sustentado. “O País não tem uma tradição de fazer poupança para investir. Enquanto o Brasil investe 19% do PIB, a China investe 50%”, compara Cunha. O economista destaca a necessidade de aumentar os investimentos em infraestrutura.

Outra preocupação do economista é a possibilidade de volta da inflação e da retomada da tendência de aumento dos juros.

A agenda 2010 da TGI foi apresentada no Teatro Gurarapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, para um público de cerca de 1.300 pessoas.

Fonte: Jornal do Commercio

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