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Estado começa a pagar na segunda
24 de outubro de 2009
O funcionalismo estadual começa a receber os salários a partir da próxima segunda-feira, dia 26. Como de costume, os primeiros a sacarem os recursos serão os aposentados ligados a órgãos como Governadoria do Estado, Secretaria Especial de Cultura, de Articulação Regional e Casa Civil, entre outras (veja tabela completa na arte ao lado). O desembolso estadual para bancar as remunerações dos cerca de 200 mil contracheques é hoje de, aproximadamente, R$ 400 milhões mensais.
O pagamento segue até o dia 30 de outubro, último dia do mês, mantendo a promessa de quitar todos os salários dentro do exercício vigente, algo que há poucos anos seguia, às vezes, até o 11º dia do mês seguinte.
Na terça-feira, 27, será a vez dos inativos das seguintes áreas: Secretaria de Defesa Social – incorporando Corpo de Bombeiros, e Polícia Militar – e Secretaria de Educação, além de pensões especiais, pensionistas de prefeituras e pensionistas do Estado.
Apenas na quarta-feira, os servidores ativos começam a receber. O pagamento inicia pelos funcionários ligados à Secretaria de Educação. No dia seguinte, 29, recebem os integrantes da Secretaria de Administração, Agricultura e Reforma Agrária, Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Meio Ambiente, entre outras.
Na sexta-feira, dia 30, começam a receber os servidores da Secretaria de Defesa Social, da AD Diper, ATI, e do Distrito Estadual de Fernando de Noronha, entre outras.
IMPASSE
As discussões em torno de uma melhora salarial da categoria não devem se encerrar tão cedo. Se por um lado, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração, contabiliza um ganho salarial de 116,8% e 127%, respectivamente, para servidores da administração direta e indireta em quase três anos de gestão do atual governo, do outro lado os servidores argumentam que há espaço para novos ganhos e ameaçam paralisar as atividades.
Enquanto o funcionalismo se queixa de que este ano não houve reajuste, o governo se defende argumentando que em 2009 não há espaço financeiro para incremento de despesa salarial. Em janeiro de 2007, quando o salário mínimo era de R$ 350, o Governo assumiu com o total de 16.609 servidores recebendo abono. Hoje, com um salário mínimo de R$ 465, esse contingente caiu para 3.508. Mas questões como aumento do vale-alimentação, por exemplo, ou mesmo a falta de transporte para quem atua no interior ainda travam a pauta de discussão entre governo e categoria.
Fonte: Jornal do Commercio
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